Toto Wolff gerencia uma das batalhas pelo título mais difíceis da história da Fórmula 1
Toto Wolff teve que lidar com uma das competições pelo título mais desafiadoras na história da Fórmula 1, onde Lewis Hamilton e Nico Rosberg disputaram intensamente a supremacia. Essa experiência é uma das razões pelas quais ele pode demonstrar certa simpatia pela McLaren, enquanto Oscar Piastri e Lando Norris lutam entre si pela conquista do campeonato mundial.
O campeonato de pilotos promete ser decidido na última corrida, e apesar de a equipe de Wolff não estar competindo por ele, ele terá uma visão privilegiada do que acontecerá. Durante o início da era turbo-híbrida, a Mercedes dominou as corridas, e Hamilton e Rosberg travaram batalhas ferozes, o que, sob a perspectiva da gestão, foi um verdadeiro desafio.
A McLaren foi acusada de “manipular” a corrida em Monza após ter trocado seus pilotos na parte final do Grande Prêmio da Itália. Piastri evitou cometer o mesmo erro que Hamilton, seguindo as ordens da equipe, o que deve ajudar a evitar tensões adicionais no futuro.
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Comparação entre Hamilton, Rosberg e os pilotos da McLaren
Norris não pode arriscar manobras “50-50”, pois o menor erro pode fazê-lo perder a chance de disputar o título. Após sua aposentadoria em Zandvoort, não há espaço para falhas. No entanto, o chefe da Mercedes, Wolff, considera que a situação da McLaren é um pouco mais fácil de gerenciar em comparação com a que enfrentou com Hamilton e Rosberg há quase dez anos.
Em entrevista à ESPN, ele revelou como esses dois pilotos se diferem dos competidores atuais pelo campeonato. “Acho que tínhamos dois animais diferentes no carro”, afirmou. “Você sabe, Lewis e Nico eram dois combatentes ferozes que não poupavam esforços ao correr um contra o outro. Muitas vezes, era muito difícil de gerenciar para a equipe. Não vejo isso na McLaren, é um pouco mais corporativo.”
Rosberg estava “assustado” ao competir com Hamilton, o que evidencia o quão bem Wolff conseguiu manter sua autoridade. Ele não queria que eles ultrapassassem os limites, e a McLaren espera que seus pilotos sigam essa linha.
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Oscar Piastri e a decisão da McLaren no Grande Prêmio da Itália
A decisão da McLaren de pedir a Piastri para ceder sua posição na Itália foi facilitada pelo fato de que eles não estavam lutando pela vitória, algo que se tornou raro nos padrões de 2025. Ninguém pretendia que o mecânico cometesse um erro ao colocar o pneu no carro de Norris, razão pela qual a equipe considerou justo trocar as posições dos carros.
Piastri “tinha o direito” de se sentir incomodado com a decisão da McLaren de lhe conceder uma vantagem estratégica na Hungria, mas a situação era diferente neste caso. O australiano pode olhar para essa situação de maneira bem diferente ao final da temporada, especialmente se não conseguir conquistar o título.
Por enquanto, sua abordagem de tentar manter a equipe ao seu lado é uma jogada prudente. Ele demonstra uma maturidade que poucos campeões conseguiram exibir em uma idade tão jovem.