Expectativas do Time Cadillac na Fórmula 1
O novo time Cadillac de Fórmula 1 está mantendo as expectativas sob controle à medida que se aproxima de sua estreia em um Grande Prêmio. A marca da General Motors montou um projeto ambicioso, que inclui várias bases nos Estados Unidos e no Reino Unido, além de contar com a experiência dos pilotos vencedores de Grandes Prêmios, Sergio Pérez e Valtteri Bottas, e com motorização da Ferrari até que a equipe desenvolva seus próprios motores.
Desafios e Competitividade
Apesar de a Fórmula 1 estar mais competitiva do que nunca, todos na Cadillac estão cientes da magnitude do desafio que enfrentam. As novas regulamentações técnicas oferecem uma oportunidade para redefinir a ordem de classificação, mas a pressão continua alta.
Quando questionado se a equipe teria como objetivo conquistar pontos, o CEO Dan Towriss preferiu minimizar essa possibilidade, afirmando: “Para mim, pontos seriam um alvo meio arbitrário. Eu quero focar em superar equipes, em ultrapassar carros na pista e quantos carros conseguimos passar no primeiro ano ao subir na classificação. É assim que estamos pensando sobre isso.”
Towriss também destacou que o ritmo de desenvolvimento do carro será crucial. “Obviamente, temos uma perspectiva de longo prazo para a equipe. Este é o foco que teremos. Acredito que focar em pontos desde o início seria tanto arbitrário quanto uma forma de pensar de curto prazo. O que estamos buscando é ser bem-sucedidos no esporte a longo prazo.”
Preparações da Equipe
A Cadillac conseguiu testar seu primeiro carro de Fórmula 1 em 16 de janeiro, antes de completar 164 voltas no teste em Barcelona e realizar seu segundo (e último) dia de filmagem permitido em Bahrain no dia 9 de fevereiro. Em comparação, algumas equipes estabelecidas começaram a pista muito mais tarde, como a Aston Martin, que apresentou seu carro em Barcelona na noite de 29 de janeiro, e a Williams, que não participou do teste na Catalunha e não conseguiu colocar seu novo carro em funcionamento até 4 de fevereiro.
Towriss comentou: “Para nós, Barcelona foi muito sobre o shakedown e apenas testar sistemas. Como tudo o que estamos construindo é pela primeira vez, é a primeira coluna de direção, o primeiro sistema de combustível, todas as peças. Portanto, o foco real é a confiabilidade. Começaremos a ver como a performance se desenrola.”
Desenvolvimento e Desempenho
O executivo também mencionou que a velocidade de desenvolvimento será um aspecto determinante para a equipe. “Espero que estejamos atrás, em termos de aerodinâmica, ao sairmos de Melbourne. À medida que estamos recebendo mais dados, o desenvolvimento vai ocorrer de forma bastante rápida neste carro. Certamente esperamos competir contra outras equipes. Vamos ver como as coisas se desenrolam. Novamente, temos muitas mudanças – pneus, chassi, unidade de potência. Os pilotos vão ter que dirigir esses carros de maneira diferente. Muitas perguntas ainda precisam ser respondidas.”
Towriss admitiu que a Cadillac pode ficar atrás de seus rivais em aerodinâmica, especialmente considerando que os carros com motores Mercedes devem ter uma vantagem, devido à interpretação astuta – e controversa – da fabricante alemã das novas regulamentações sobre a unidade de potência no que se refere à relação de compressão do motor de combustão interna.
Concorrência e Diálogo
Atualmente, quatro equipes utilizam motores Mercedes, incluindo a equipe oficial da marca, a McLaren, que é a atual campeã, além da Williams e da Alpine. Towriss ressaltou: “Há evidentemente muito diálogo entre os fabricantes de unidades de potência. Creio que há um consenso entre as equipes, exceto a Mercedes, sobre o que deve acontecer. Isso continuará a se desenrolar em diálogo com a FIA. Vamos ver o que acontece a partir de agora.”
Ele acrescentou: “Acredito que todos concordam que não veremos algumas dessas vantagens em 2027, e ainda resta saber como isso será regulamentado em 2026.”