Alex Palou conquista vitória no Borchetta Bourbon Music City Grand Prix
O atual campeão da IndyCar Series e tetracampeão, Alex Palou, transformou uma combinação de sorte tática e habilidade de condução em uma noite memorável no Nashville Superspeedway. Ele conseguiu segurar o defensor do título, Josef Newgarden, e conquistou a vitória na corrida realizada na segunda-feira, o Borchetta Bourbon Music City Grand Prix.
Detalhes da vitória
Esta vitória representa a 24ª na carreira de Palou e a quinta na atual temporada, aumentando sua liderança no campeonato para 27 pontos. Ele agora possui uma vantagem de 83 pontos sobre seu rival mais próximo, David Malukas, da equipe Team Penske, que terminou em terceiro lugar. Este triunfo também marca o 50º pódio da carreira de Palou e sua terceira vitória em ovais, além de ser um marco importante para sua equipe, garantindo a 150ª vitória da Chip Ganassi Racing na história da IndyCar.
"É incrível, honestamente", declarou Palou. "Estou tão feliz. É uma daquelas pistas em que temos lutado no passado. Sei que no ano passado terminamos em segundo, mas tivemos um pouco de sorte com um safety car. Hoje, isso nos ajudou. Não vou dizer que o safety car não nos ajudou. Já estávamos em P3, P2. Estávamos bem posicionados. No carro #10, eu estava tendo algumas dificuldades no início, mas, no final, fiquei muito confortável, especialmente quando conseguimos assumir a liderança."
Palou também comentou sobre a pressão que sentiu ao lidar com o tráfego na pista. "Eu estava um pouco nervoso ao entrar no tráfego, porque sei que é quando o Josef brilha. Ele foi o melhor nas últimas temporadas. Eu pensei: ‘Por favor, Alex, você precisa fazer isso.’ Eu estava determinado. Queria tentar dar o meu melhor. Estou tão feliz que tudo funcionou."
Sequência decisiva da corrida
A sequência que definiu a corrida ocorreu na volta 122. Palou entrou nos boxes para trocar de pneus momentos antes de seu companheiro de equipe, Scott Dixon, colidir com Alexander Rossi, da ECR, provocando um safety car na volta 123.
Com os líderes fazendo suas paradas sob bandeira amarela, Palou se reposicionou na frente e assumiu a liderança na volta 131 de um total de 225 voltas. Ele acabou liderando 97 voltas da corrida, embora a equipe tenha reconhecido que a sorte desempenhou um papel fundamental para alcançar a vitória.
"Fomos sortudos com o safety car", admitiu Barry Wanser, gerente da equipe CGR. "Todos continuam dizendo que entramos para pegar um safety car, mas entramos porque pegamos tráfego e aproveitamos ao máximo os pneus do carro. Entramos, arriscamos e tivemos sorte."
Wanser também fez uma observação bem-humorada sobre a condução de Palou. "Quero agradecer ao carro de corrida hoje por não ter batido, porque Alex tentou bater o carro", acrescentou Wanser. "Felizmente, o carro não quis bater hoje."
O teste final
O teste mais rigoroso para Palou surgiu após as paradas finais nos boxes sob bandeira amarela na volta 185. Durante a reinicialização final, com 31 voltas restantes, Palou se viu liderando com os pneus primários, enquanto Newgarden, da Team Penske, estava logo atrás dele com pneus alternativos mais macios.
Apesar da vantagem de pneus a favor de Newgarden, Palou acelerou ao máximo para defender sua posição em meio ao tráfego de pilotos retardatários, suportando uma pressão intensa para cruzar a linha de chegada apenas 0,8731 segundos à frente.
"Sim, eu não estava confiante de forma alguma", disse Palou. "Ele estava bem ali, cara. Eu estava acelerando ao máximo. Eu realmente não podia fazer nada. Não havia mais o que eu pudesse fazer. Tenho certeza de que ele estava na mesma situação. Mas, com o vácuo, isso o ajudou bastante a se aproximar de nós."
Wanser defendeu a decisão de manter Palou com o composto de pneus primários durante o trecho final, confiando na capacidade do piloto de administrar a diferença à medida que os pneus macios de Newgarden começavam a se desgastar.
"Acho que ele estava um pouco nervoso no final, porque todos os carros atrás dele estavam com pneus vermelhos novos e ele estava com os primários mais duros", disse Wanser. "Acreditamos que tínhamos o carro para fazer isso. Todos nós dissemos que queríamos terminar com os pneus primários. E funcionou."
Marco histórico para a Chip Ganassi Racing
Para a Chip Ganassi Racing, a vitória representa mais um capítulo lendário na história da equipe.
"É incrível – uma conquista extraordinária para a equipe", refletiu Wanser sobre a marca de 150 vitórias. "Alcançar 150 vitórias na IndyCar é algo muito especial. Eu perdi as corridas em ’96, mas comecei em ’97. Tem sido um prazer fazer parte de uma organização tão grandiosa."