McLaren Reconhece Desafios na Temporada de Fórmula 1 de 2026
Gap de Desempenho
O chefe da McLaren, Andrea Stella, admitiu que será necessário um tempo para que a equipe consiga alcançar a Mercedes na temporada de Fórmula 1 de 2026. Após o Grande Prêmio da Austrália, o gap de desempenho foi avaliado em “um segundo” por volta.
Desempenho da Mercedes
George Russell liderou uma dobradinha da Mercedes na abertura da temporada em Melbourne, conquistando a pole position ao superar seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli, e se distanciando em pelo menos 0,7 segundos dos outros dez times da competição. Com isso, a Mercedes validou o status de favorita que havia conquistado durante os testes.
A Ferrari também buscou competir, com Charles Leclerc, em um determinado momento, lutando pela liderança com Russell. No entanto, a Scuderia terminou a corrida em terceiro e quarto lugares, enquanto Lando Norris, da McLaren, cruzou a linha em quinto, 35,5 segundos atrás dos líderes. Seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, não completou a volta de reconhecimento devido a um acidente.
Preocupações para a McLaren
Esse grande gap é motivo de preocupação para os campeões reinantes, especialmente considerando que a McLaren também utiliza um motor Mercedes. Antes do Grande Prêmio de Melbourne, Stella já havia previsto um início difícil para a temporada de 2026.
"Hoje, a diferença foi, se é que podemos dizer, semelhante à que observamos ontem na classificação," afirmou Stella, referindo-se ao desempenho de Piastri e Norris, que se qualificaram em quinto e sexto, respectivamente, com uma diferença de 0,862 segundos e 0,957 segundos em relação a Russell.
Fatores de Desempenho
Stella destacou que a equipe precisa melhorar em duas áreas principais: a exploração da unidade de potência e o aumento da aderência nas curvas. Ele expressou confusão sobre a diferença de desempenho observada nos dados entre a velocidade do carro da McLaren e a velocidade de outros carros que utilizam a mesma unidade de potência. "Isso indica claramente que devemos fazer um trabalho melhor para entender como utilizar a unidade de potência, considerando as complexidades que surgiram com as regulamentações de 2026," acrescentou.
"Portanto, definitivamente há trabalho a ser feito. Ao mesmo tempo, quando analisamos as sobreposições de GPS, observamos que a Mercedes é mais rápida em algumas curvas. Assim, como mencionei, temos objetivos claros e prioridades a seguir," disse Stella.
Ele enfatizou a necessidade de encontrar maneiras de extrair mais da unidade de potência e, ao mesmo tempo, desenvolver o carro. "Isso levará algumas corridas para que possamos ver grandes atualizações. Portanto, nos primeiros eventos, precisamos garantir que extraiamos o máximo do carro em sua configuração atual. Mas definitivamente temos trabalho pela frente e, no momento, a diferença parece estar entre meio segundo e um segundo," concluiu.
Reflexões de Norris
As considerações de Stella foram apoiadas pelo campeão mundial de 2025, Lando Norris, que enfrentou pressão nas voltas finais de Max Verstappen, da Red Bull, com as duas equipes aparentemente em uma disputa pela terceira posição no grid.
"Em termos de velocidade pura, estávamos 50 segundos atrás? Não," disse Norris. "Se eu tivesse uma corrida limpa como a de George e não tivesse que lutar tanto, isso teria sido uma aparência melhor para nós, mas tivemos que lutar."
Norris mencionou que a equipe teve problemas com o desgaste dos pneus após três voltas. "Temos problemas de graining na parte dianteira, como sempre tivemos, e isso não mudou de um carro para o outro. Temos muito o que descobrir. A boa notícia é que temos uma grande diferença em relação aos carros atrás, um problema semelhante ao da Red Bull. A má notícia é que temos um grande gap em relação aos carros à frente," afirmou.
"Hoje foi mais uma compreensão de que estamos longe do que precisamos para o carro e que precisamos melhorar isso," finalizou Norris.
Reportagem Adicional
Este conteúdo foi complementado com informações de Ronald Vording.