Retorno de Christian Horner ao Paddock da Fórmula 1
A volta de Christian Horner ao paddock da Fórmula 1, durante o final de semana do Grande Prêmio da Inglaterra, marca um ano desde sua saída da Red Bull Racing. O ex-chefe de equipe expressou que sente falta da competitividade nas pistas, mas deixou claro que não tem saudades da política e dos bastidores da categoria.
Contato com a Equipe Red Bull
Apesar de não estar mais na Red Bull, Horner revelou que ainda mantém contato com diversos integrantes da equipe. Segundo ele, preservar essas relações tem se mostrado positivo, embora sua perspectiva sobre a Fórmula 1 tenha mudado após deixar a rotina intensa de comandar uma equipe.
Em entrevista ao jornal The Times, Horner afirmou que continua acompanhando de perto pessoas com quem trabalhou ao longo dos anos. “Ainda ouço muitas pessoas da equipe, o que é bom. Senti um pouco de falta da competição, mas não senti falta da política e de toda a porcaria que existe nos bastidores. Quando você está totalmente focado no trabalho, é difícil ter perspectiva, mas existe muito mais na vida do que apenas a Fórmula 1”, declarou.
Evolução da Red Bull Após a Saída de Horner
O ex-dirigente também comentou sobre a evolução da Red Bull após sua saída, que agora está sob o comando de Laurent Mekies. Na avaliação de Horner, a recuperação apresentada pela equipe na segunda metade da última temporada não foi consequência direta da mudança de liderança.
Para ele, os resultados obtidos na Fórmula 1 refletem processos que levam meses para produzir efeito. Assim, acredita que o desempenho da equipe já era resultado de um trabalho iniciado antes de sua saída e que teria ocorrido da mesma forma, independentemente de quem estivesse no comando.
Horner destacou que, normalmente, as mudanças levam entre nove e doze meses para serem visíveis. “Então, tudo o que aconteceu no ano passado, mesmo que eu tivesse sido atropelado por um ônibus e não tivesse sido substituído, teria acontecido da mesma maneira”, afirmou o ex-chefe da Red Bull.
Legado na Red Bull
Horner também abordou o legado que deixou na equipe de Milton Keynes. Segundo ele, seu trabalho deve ser avaliado exclusivamente pelos resultados conquistados durante o período em que esteve à frente da operação, sem preocupações sobre como será lembrado no futuro.
“Eu só posso ser julgado pelo que fiz. A história decidirá qual será o meu legado. Não estou em busca de elogios ou reconhecimento. Estou satisfeito comigo mesmo pelo que consegui realizar”, finalizou Horner.