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Fabricantes exigem “protocolo claro” após incidente de fumaça com a Ducati de Francesco Bagnaia

por Bernardo Oliveira
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Fabricantes exigem "protocolo claro" após incidente de fumaça com a Ducati de Francesco Bagnaia

Problema de fumaça na Ducati de Bagnaia gera preocupação entre fabricantes da MotoGP

A questão da fumaça que se originou da Ducati de Francesco Bagnaia durante o Grande Prêmio do Japão gerou preocupações entre os fabricantes da MotoGP, que agora estão solicitando diretrizes claras sobre como tais situações devem ser tratadas.

Desempenho e incidente durante a corrida

O desempenho extraordinário de Bagnaia a partir da pole position em Motegi, no dia 4 de outubro, teve uma reviravolta dramática quando, a apenas cinco voltas do final, a Desmosedici do piloto italiano começou a liberar fumaça, que se tornava cada vez mais densa conforme a corrida avançava.

Conforme estipulado nas regulamentações, qualquer problema mecânico ou técnico que possa colocar em risco o piloto ou outros competidores na pista deve levar o diretor de prova a exibir a bandeira preta com um círculo laranja para o piloto envolvido, que deve se retirar imediatamente. Caso o piloto deseje retornar à pista, sua moto deve ser inspecionada por um oficial.



Reação da direção de prova

Naquele domingo em Motegi, o diretor técnico do campeonato, Danny Aldridge, dirigiu-se imediatamente à garagem da Ducati para questionar o gerente geral, Gigi Dall’Igna, sobre o que estava ocorrendo com a moto de Bagnaia. Após a explicação de Dall’Igna, tanto Aldridge quanto o diretor de prova, Simon Crafar, aceitaram a justificativa apresentada e permitiram que Bagnaia continuasse na corrida, resultando na conquista de sua segunda vitória da temporada.

Informações obtidas pelo Motorsport.com indicam que vários fabricantes exigiram imediatamente uma explicação sobre o motivo pelo qual o protocolo habitual não foi aplicado. Vale ressaltar que, apenas duas semanas antes, uma situação quase idêntica ocorreu, e nesse caso, a regra foi rigorosamente aplicada. Durante os treinos do Grande Prêmio da Áustria, a Yamaha de Jack Miller começou a emitir fumaça.

Situação de Jack Miller

O piloto australiano precisou desviar por várias curvas para sair da linha de corrida, uma vez que o motor de sua M1 não havia parado e nenhuma mensagem de alerta foi exibida em seu painel. Esse breve atraso resultou em uma penalidade que deixou Miller na garagem por dez minutos no início da segunda sessão de treinos livres de sábado.

É precisamente devido à discrepância entre essas duas situações que os fabricantes estão solicitando um protocolo escrito de forma clara que deve ser seguido em todas as circunstâncias.

O que aconteceu com a Ducati de Bagnaia?

"Todas as motos da MotoGP, enquanto estão em funcionamento, geram um excesso de óleo", explicou um gerente de equipe da MotoGP ao Motorsport.com. "Cada fabricante possui seu próprio sistema para gerenciar esse excedente. Supostamente, a fumaça da moto do Pecco veio do excesso de óleo queimado pelo calor do escapamento, em um processo teoricamente controlado", acrescentou a fonte.

É por isso que Bagnaia não foi obrigado a se retirar quando a fumaça apareceu — os oficiais aceitaram a explicação técnica da Ducati como válida.

No entanto, uma das outras fábricas que expressou preocupação sobre o assunto não concorda totalmente que a situação não representou risco. "A fumaça que sai de uma moto se deposita no asfalto. Se isso acontece por apenas alguns metros, não há problema. Mas se continua por três, quatro ou cinco voltas, à medida que a fumaça esfria, se transforma em óleo — e isso é, de fato, um perigo para os demais", apontaram.

O que os fabricantes estão solicitando?

"As perguntas que temos são: O que acontecerá da próxima vez? A palavra de um chefe de equipe prevalece ou a regra deve ser aplicada? Precisamos de um protocolo claro que seja sempre aplicado da mesma maneira", acrescentou a mesma fonte.

O Motorsport.com entende que os fabricantes não ficaram satisfeitos ao ver o diretor técnico da IRTA ir à Ducati para conversar diretamente com Dall’Igna — e que a conversa foi até exibida na televisão. "Isso não deixou uma boa impressão. Por isso, também solicitamos a implementação de um canal de rádio conectando todas as equipes ao Diretor de Prova e ao diretor esportivo e técnico do campeonato, para que quaisquer problemas que surgirem na pista possam ser discutidos imediatamente e internamente", concluiu a fonte.

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