Enea Bastianini Explica Decisão Sobre Dispositivos Aerodinâmicos da KTM
Enea Bastianini, piloto da Tech3, esclareceu os motivos que o levaram a optar por não utilizar os dispositivos aerodinâmicos conhecidos como ‘asa de perna’ da KTM durante o final de semana do Grande Prêmio da Tailândia de MotoGP.
Dispositivos Aerodinâmicos e Questões de Segurança
Os dispositivos montados no assento chamaram a atenção durante o inverno, quando surgiram rumores de que poderiam ser banidos por questões de segurança antes da temporada de 2026. No entanto, essa proibição não se concretizou, e a aerodinâmica montada no assento, que foi inicialmente vista na Aprilia RS-GP e desde então adotada pela Honda e pela KTM, permanece legal por pelo menos mais uma temporada.
Desvantagens do Uso das Asas de Perna
Apesar da legalidade, Bastianini destacou que o aumento da downforce proporcionado pelos dispositivos nem sempre é bem-vindo. Ele explicou por que as asas de perna não foram instaladas em sua moto RC16 durante a corrida em Buriram.
“Eu acho que, para mim, não é uma vantagem”, afirmou Bastianini. “É como se a transferência da moto fosse menor e eu prefiro ter mais feedback da traseira ao frear. Com elas, era muito para mim, mas eu acho que isso depende do layout da pista, de corrida para corrida. Aqui, para mim, não era uma boa solução.”
Presença das Asas de Perna em Outras Motos
Apesar da decisão de Bastianini, as asas de perna estavam presentes nas motos do seu companheiro de equipe, Brad Binder, e do líder do campeonato, Pedro Acosta. Ao contrário do que ocorre com a carenagem e outras partes aerodinâmicas, que estão sujeitas a rigorosas regras de homologação, os recursos aerodinâmicos montados no assento e na parte traseira da moto podem ser alterados conforme a vontade da equipe.
Desempenho na Corrida
Após enfrentar uma recorrência nos problemas de qualificação do ano anterior, Bastianini conseguiu uma recuperação significativa, saindo da 20ª posição no grid até alcançar a 12ª colocação na corrida na Tailândia.