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Por que Max Verstappen caiu na risada durante os testes no simulador da F1 em Silverstone

por Lucas Andrade
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Por que Max Verstappen caiu na risada durante os testes no simulador da F1 em Silverstone

Expectativas de Max Verstappen para o Grande Prêmio da Grã-Bretanha

Após diversos finais de semana de Fórmula 1 na Europa, onde a gestão de energia pareceu mais natural para os pilotos, Max Verstappen antecipa que o Grande Prêmio da Grã-Bretanha será uma história completamente diferente. O piloto da Red Bull Racing destacou que, até agora, o circuito de Mônaco representou a experiência mais fluida, permitindo que os pilotos acelerassem ao máximo durante a qualificação, graças às várias curvas lentas e zonas de frenagem.

Comparação com o Red Bull Ring

De acordo com Verstappen, o traçado do Red Bull Ring, localizado nos Alpes Estíricos, também foi relativamente simples de lidar, já que apresenta várias zonas de frenagem intensa, onde é possível recuperar energia. No entanto, o circuito de Silverstone não possui essas características, devido ao seu layout rápido e fluido, levando o quatro vezes campeão mundial a esperar uma experiência completamente diferente para os pilotos, mais alinhada com o que foi observado no início da temporada.

Verstappen afirmou que essa diferença ficou clara para ele durante as sessões de simulador em Milton Keynes, enquanto se preparava para o Grande Prêmio da Grã-Bretanha. "Silverstone, eu adoro o traçado, mas fiz algumas voltas no simulador e comecei a rir", comentou Verstappen após garantir seu segundo pódio da temporada em Spielberg. "Parecia uma pista diferente, para ser honesto."



Desafios de Gestão de Energia

Para os pilotos, isso significa um final de semana com mais gestão de energia, tornando a experiência nas muitas curvas de alta velocidade de Silverstone diferente em comparação com, por exemplo, a era do efeito solo. Verstappen descreveu aqueles carros como "barcos" nas curvas de baixa velocidade, mas eles eram renomados por seu desempenho em curvas de alta velocidade. Este ano, mudanças no chassi foram implementadas, algo que muitos fãs consideram positivo, pois os pilotos estão lutando mais com o volante e os carros parecem menos "nos trilhos".

Entretanto, a gestão de energia é uma questão distinta, especialmente quando os pilotos perdem velocidade ao cortar ou supercortar antes de chegar às zonas de frenagem. "Você mal tem bateria durante a volta. É constantemente acelerando", acrescentou Verstappen. "Então, sim, vai se sentir muito diferente em comparação com o que estamos acostumados em Silverstone, por causa do layout da pista."

Exemplos de Outros Circuitos

Suzuka forneceu um exemplo semelhante com a famosa curva 130R. Embora essa curva já tivesse sido percorrida em alta velocidade por anos, os pilotos estavam perdendo cerca de 50 km/h devido a limitações de energia, tornando o desafio em 2026 muito diferente do que era antes, de acordo com Fernando Alonso e Lando Norris. Verstappen espera mais do mesmo em Silverstone, onde a sequência entre Copse, Maggots e Becketts será particularmente exigente, pois é toda em aceleração plena e não oferece zonas de frenagem para recuperação de energia.

Verstappen explicou que, em circuitos como o de Spielberg, há retas longas e grandes zonas de frenagem, permitindo que a bateria seja carregada. "Lá [em Silverstone], você tem retas longas, mas depois uma curva rápida, por exemplo, então não dá para carregar as baterias, e na próxima reta você não tem muito para gastar. Vai ser difícil", afirmou.

Opinião de Verstappen sobre Mudanças Futuras na F1

Quando questionado pela Motorsport.com durante o dia de mídia em Spielberg, Verstappen já havia mencionado que considera os carros de 2026 menos naturais para dirigir, mesmo em relação ao chassi. Os carros de efeito solo precisavam ser ajustados de forma extremamente rígida e baixa, o que significa que as novas regulamentações representam um avanço do ponto de vista do chassi. No entanto, segundo Verstappen, essas melhorias ainda são ofuscadas em circuitos como Silverstone pelas exigências de gestão de energia.

"Acho que isso é menos natural, mas vai de mãos dadas com a gestão de energia, certo? Porque metade do tempo você não pode usar as marchas que são naturais", acrescentou. "Assim, isso é menos natural do que costumava ser, ou do que a verdadeira corrida costumava ser."

Verstappen, no entanto, está satisfeito com a maneira como a Fórmula 1 e a FIA ouviram seu feedback, o que ajudou a trazer mudanças nas regulamentações para 2027 e 2028. O motor de combustão interna se tornará mais proeminente novamente em duas etapas, com uma divisão de 58-42 no próximo ano antes de atingir o ratio pretendido de 60-40 em 2028.

Desafios da Temporada Atual

Isso parece ser suficiente para manter Verstappen na Fórmula 1 por mais tempo, embora ele tenha comentado sobre esta temporada: "Tudo tem sido incrivelmente complicado este ano, com tantas coisas diferentes. Você sai dos boxes e o carro para, coisas assim. A maior parte do tempo, eu apenas tenho que contar até 10, ou na verdade até 100."

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