Mercedes Adota Postura Conversadora no GP da Bélgica
A equipe Mercedes adotou uma abordagem de diálogo com seus pilotos, George Russell e Kimi Antonelli, durante o Grande Prêmio da Bélgica, realizado no último domingo (19). O objetivo dessa estratégia foi evitar disputas internas que pudessem comprometer as chances da equipe na luta pela vitória. O chefe da equipe, Toto Wolff, destacou que a Mercedes desejava evitar a repetição do que ocorreu no GP da Espanha, onde os dois pilotos perderam tempo significativo em um duelo entre si.
Orientação de Wolff Após a Corrida
Essa orientação foi divulgada por Wolff após a corrida em Spa-Francorchamps, mesmo considerando que Russell abandonou a prova logo na primeira volta. O receio da equipe era que a Ferrari ou Max Verstappen pudessem se beneficiar do tempo perdido pela Mercedes. “Após o aprendizado que tivemos em Barcelona, onde perdemos muito tempo, a missão que estabelecemos para [o Grande Prêmio da Bélgica] foi a de não perder tempo um com o outro”, afirmou Wolff.
Preocupações com o Desempenho
Wolff expressou a preocupação de que uma disputa interna poderia resultar em uma vantagem para as outras equipes. “Não queríamos ficar nesse vai-e-vem e então ter uma Ferrari ou uma Red Bull no nosso cangote e perder uma vitória, como aconteceu em Barcelona. Sem o DNF (abandono por problemas mecânicos), Kimi teria vencido a corrida”, afirmou o chefe da Mercedes.
Compromisso com a Equidade
Apesar da orientação para evitar disputas, Wolff garantiu que a Mercedes não tem a intenção de implementar ordens de equipe que favoreçam um piloto em detrimento do outro, mesmo em meio à disputa pelo campeonato. “Portanto, desde Barcelona, daríamos preferência, em qualquer caso, à vitória na corrida, e se isso significasse que Kimi ou George estivessem na frente, seria o que faríamos; isso é tanto um campeonato de construtores quanto um de pilotos”, declarou.
Respeito pela Competição Interna
Wolff também enfatizou a importância de respeitar a competitividade entre os pilotos, afirmando: “Nunca tiraríamos uma vitória de nenhum dos pilotos. Portanto, se for o George que estiver na frente, mesmo que esteja atrás no campeonato, nessa altura da temporada, não faríamos isso”, concluiu o dirigente austríaco.
A postura da Mercedes reflete uma tentativa de equilibrar a competitividade interna com a necessidade de maximizar o desempenho da equipe no campeonato, buscando assim um ambiente saudável para seus pilotos, ao mesmo tempo em que se prepara para enfrentar a concorrência nas próximas corridas.