Grande Prêmio da Bélgica
O Grande Prêmio da Bélgica trouxe mais uma decepção para a equipe Aston Martin em uma temporada que já se mostrou desastrosa para a equipe de Fórmula 1. O piloto Lance Stroll não conseguiu completar a corrida após sofrer uma falha na embreagem, enquanto o bicampeão Fernando Alonso terminou na última posição, sendo humilhado ao ficar duas voltas atrás e incapaz de competir até mesmo com Valtteri Bottas, que corre pela nova equipe da Cadillac.
Reunião de Imprensa
Na noite de domingo, o chefe de pista da Aston Martin, Mike Krack, realizou sua habitual coletiva de imprensa após a corrida. A atmosfera era contida, como tem sido muitas vezes neste ano. No entanto, também havia um senso de otimismo, uma vez que a equipe está prestes a lançar suas primeiras atualizações importantes do ano – um carro da especificação B que inclui uma revisão aerodinâmica e do chassi, além de uma unidade de potência Honda atualizada, que deve ser apresentada após a pausa de verão da Fórmula 1.
Expectativas para o Futuro
"Teremos que ver. Para nós, o mais importante é que voltamos a competir," afirmou o engenheiro luxemburguês, pois já faz um tempo que a Aston Martin não está verdadeiramente competitiva contra rivais genuínos. Stroll teve uma temporada sem pontos até agora, enquanto Alonso conseguiu um ponto ao terminar em décimo lugar em Mônaco, após uma série de penalidades aplicadas.
"Nós não estivemos competindo nas últimas corridas," acrescentou Krack. "Foi muito difícil acompanhar o pelotão intermediário. E, seja o que for que isso traga, eu acho que voltar a competir é o mais importante para todos."
Atualizações e Desempenho
Esse otimismo se baseia no pacote abrangente de atualizações desenvolvido sob a liderança do mestre técnico Adrian Newey, que deve fazer sua estreia no Grande Prêmio da Hungria neste final de semana. Rumores nos boxes sugerem que as mudanças podem representar um ganho de até duas segundos por volta. No entanto, a diferença é tão significativa que, mesmo que essa estimativa se prove correta, Alonso ainda teria se qualificado em penúltimo lugar em Spa – exatamente onde ele terminou com o chassi anterior.
Descrever o pacote da Aston Martin para a Hungria como meramente uma "atualização" pode subestimar a magnitude das mudanças. A equipe britânica teve que submeter um chassi revisado para um novo teste de colisão da FIA devido à natureza abrangente de suas alterações.
Novos Monocoques
Quando perguntado se isso significava que monocoques completamente novos foram construídos, Krack respondeu: "Sim, acho que é bastante extenso. Como ele estava dizendo, as principais coisas são, obviamente, aerodinâmica e peso. E para alcançar isso, você precisa fazer muitas coisas. E tudo o que queríamos foi alcançado."
Ele acrescentou: "O período que tivemos agora sem atualizações por muito tempo acabou. Portanto, as perspectivas são boas para o futuro. Estamos todos ansiosos por Budapeste e para ver o que temos."
Importância do Fim de Semana
Este será um fim de semana crucial de diversas maneiras: para o proprietário da equipe, Lawrence Stroll, que está ansioso por confirmação de que montar uma equipe de alto nível ao redor de Newey não foi um erro custoso. Para Newey, cuja reputação será inevitavelmente avaliada com base no desempenho deste pacote. E, finalmente, será um ponto-chave para Alonso, que em breve completará 45 anos e deve decidir por quanto tempo mais ele deseja continuar competindo na Fórmula 1.
Relação com a Honda
Uma relação que melhorou visivelmente nas últimas semanas é a entre a Aston Martin e seu parceiro de motores, a Honda. Após o início desastroso da temporada, a Aston Martin expressou publicamente sua frustração em relação à falta de competitividade da equipe, direcionando grande parte da crítica a seu novo parceiro.
Contudo, atualmente parece haver uma crescente percepção de que a Honda não pode ser responsabilizada por tudo. Também não há muito a ganhar ao desgastar a parceria na mídia. Afinal, a história da Honda na Fórmula 1 mostra que, embora o sucesso tenha, por vezes, demorado mais do que o esperado, ele quase sempre chega no final.
Conclusão
As expectativas são altas para a Aston Martin, e o próximo fim de semana em Budapeste poderá ser um divisor de águas para a equipe, buscando recuperar a competitividade que caracterizou outras temporadas e estabelecer uma nova era de desempenho na Fórmula 1.