Yamaha e o Teste de MotoGP em Sepang
Jack Miller minimizou a importância da ausência da Yamaha no segundo dia do teste de MotoGP em Sepang, afirmando que o tipo de "contratempo" que interrompeu as atividades da V4 na pista era "normal" para uma máquina nova.
Desempenho Inicial e Interrupções
O piloto da Pramac havia colocado a V4 no topo da tabela de tempos da MotoGP pela primeira vez no segundo dia do Shakedown anterior, mas começou o teste oficial em 14ª posição, com 1.406s de desvantagem em relação ao campeão vigente, Marc Márquez.
No entanto, os planos de mudar o foco de novas peças para uma configuração base foram interrompidos por um problema técnico não especificado que afetou Fabio Quartararo e Toprak Razgatlıoğlu durante o primeiro dia. Como resultado, a Yamaha decidiu suspender as atividades no segundo dia.
Graças a investigações realizadas durante a noite no Japão e na Itália, foi autorizado o retorno aos testes no último dia, embora com um tempo de pista reduzido.
Comentários de Jack Miller
"É um contratempo, mas é o que é", comentou Jack Miller. "Seria extremamente ingênuo pensar que é possível construir uma moto em nove meses para competir contra os melhores do mundo e não ter um dia como o de ontem. É normal."
Miller destacou ainda o esforço da equipe. "Os rapazes trabalharam duro na noite passada para encontrar uma solução e nos colocar de volta na pista. Não apenas a equipe aqui, mas também os profissionais no Japão, na Europa, em todos os lugares."
Ele acrescentou: "Como eu disse, é inevitável quando se trata de algo assim e é melhor ter isso agora do que na corrida de Buriram ou algo similar."
Resultados do Último Dia
Miller conseguiu registrar o 17º tempo mais rápido (+1.754s) em seus 32 voltas no último dia de testes. "Eu não consegui extrair o que queria da moto, mas não foi culpa da moto", afirmou. "Foi apenas eu – preciso de tempo com ela, a mesma moto todas as vezes que saio."
O piloto mencionou a intensa atividade de troca de peças e chassis nos últimos dias. "Estamos realmente tentando entender o que é bom, ruim e feio em cada parte."
Ele ainda ressaltou: "Estamos agora em um ponto onde precisamos começar a pilotar a mesma coisa e torná-la muito familiar, trabalhar um pouco mais na eletrônica, encontrar um pouco mais de potência e estaremos bem."
Desempenho em Simulação de Sprint
A velocidade média de Miller no último dia foi de 327,8 km/h, o que representou 10 km/h a menos do que Fabio di Giannantonio, da Ducati, que competiu pelo time da fábrica.
Miller destacou que sua falta de familiaridade com a V4 ficou evidente quando seu primeiro giro em uma simulação de Sprint foi mais rápido do que seus tempos anteriores em voltas rápidas com pouco combustível. "Eu estava satisfeito com isso", disse ele sobre a corrida longa. "Eu tive duas tentativas de tempo esta manhã e depois fui para a simulação de Sprint, onde fui oito décimos mais rápido do que na volta rápida!"
Ele ainda comentou sobre a performance da moto nos estágios finais da simulação: "Eu estava realmente satisfeito com a moto nas etapas finais da simulação de Sprint. Especialmente quando a temperatura da superfície fica quente, a moto começa a se mover. Ela estava se mantendo fiel a si mesma e fazendo o que deveria fazer."
Comparações com Outros Pilotos
Miller foi o único piloto da Yamaha a completar uma simulação de corrida, embora tenha feito isso na sessão da manhã, enquanto a maioria dos rivais fez suas simulações à tarde. O australiano finalizou sua corrida de dez voltas com um tempo que foi 13,957s mais lento do que o melhor tempo da Sprint da tarde, de Alex Márquez (Gresini Ducati).
Para colocar essa diferença em perspectiva, esse desempenho colocaria Miller na 9ª posição na corrida de Sprint do mês passado, onde ele terminou em 14º, com uma desvantagem de 17,601s com a antiga máquina Inline.
Miller ainda conseguiu registrar sua melhor volta do teste na sessão da tarde, mas foi apenas 0,010s melhor do que sua volta inicial na simulação de Sprint.
Situação de Outros Pilotos e Concessões da Yamaha
Com Quartararo já descartado para os dias restantes devido a uma lesão no dedo, Alex Rins foi o piloto mais rápido da Yamaha, terminando em 12º lugar, 1,178s atrás de Alex Márquez.
O status de concessão D da Yamaha permite que a equipe altere o design do motor conforme necessário para corrigir qualquer falha, caso ela não seja resolvida até o final dos testes. Além disso, a equipe pode organizar testes privados com seus pilotos de corrida para compensar o tempo de pista perdido.
O último teste de pré-temporada da MotoGP ocorrerá em Buriram nos dias 21 e 22 de fevereiro.