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FIA investiga ‘asas traseiras macarena’ da Ferrari e Red Bull.

por Lucas Andrade
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FIA investiga 'asas traseiras macarena' da Ferrari e Red Bull.

FIA Investiga Asa Traseira Rotativa de Red Bull e Ferrari

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu tomar medidas após os incidentes relacionados à asa traseira rotativa da equipe Red Bull na Fórmula 1. O acidente de Max Verstappen durante o Grande Prêmio da Inglaterra, que foi causado por uma falha nesse componente, motivou a entidade a solicitar esclarecimentos tanto à Red Bull quanto à Ferrari. O objetivo é verificar se os projetos dessas duas equipes estão em conformidade com as exigências de segurança estabelecidas.

Objetivo da Investigação

Essa iniciativa, por enquanto, não caracteriza uma investigação formal destinada a alterar o regulamento vigente. O foco da FIA é compreender melhor o funcionamento do conceito conhecido como "asa macarena", que foi introduzido pelas equipes na atual temporada. Dependendo das conclusões obtidas, a entidade pode avaliar futuramente a necessidade de novas inspeções ou até mesmo alterações nas regras, caso o sistema apresente riscos, mesmo que esteja em conformidade com as normas atuais.

Desenvolvimento da Asa Traseira Rotativa

A equipe Ferrari foi pioneira no desenvolvimento da asa traseira rotativa para o sistema de aerodinâmica ativa durante os testes de pré-temporada realizados no Bahrein. Embora a estreia desse componente estivesse programada para o Grande Prêmio da China, ele foi utilizado pela primeira vez somente no GP de Miami. A Red Bull também apresentou sua versão na mesma prova, mas o diretor técnico Pierre Waché destacou que o projeto da Red Bull não foi inspirado no modelo da Ferrari. Segundo Waché, a versão da Red Bull estava em desenvolvimento desde novembro de 2025 e utiliza um mecanismo de rotação em sentido oposto.



Funcionamento do Conceito

O conceito desenvolvido pela Red Bull permite uma abertura maior quando o sistema é acionado, o que resulta na redução do arrasto nas retas. Apesar de a Ferrari não ter registrado falhas em seu componente, Max Verstappen enfrentou problemas durante a classificação do GP da Áustria e, posteriormente, no GP da Inglaterra, quando o piloto rodou sozinho em razão de um defeito na asa traseira. A equipe afirma que os dois incidentes tiveram causas distintas, porém Verstappen considerou a situação "extremamente perigosa".

Análise dos Requisitos de Segurança

Um dos aspectos que a FIA está analisando é o cumprimento da exigência de que a asa retorne à posição fechada em um tempo máximo de 400 milissegundos após o comando da unidade de controle eletrônica padrão (ECU). O regulamento estipula que esse processo deve ser controlado exclusivamente pela ECU homologada pela FIA e que o tempo de retorno deve ser verificado por um sensor de posição instalado no sistema.

Diálogo com as Equipes

No momento, o foco da FIA é estabelecer um diálogo com a Ferrari e a Red Bull para confirmar que todos os requisitos de segurança estão sendo respeitados. Somente após essa fase será avaliada a necessidade de adotar novas medidas. Embora exista a possibilidade de que o conceito venha a ser proibido no futuro, essa alternativa não está sendo considerada nesta análise atual.

Revisão Interna da Red Bull

A Red Bull também anunciou que realizará uma revisão interna do componente antes do GP da Bélgica. Laurent Mekies, um dos responsáveis pela equipe, afirmou: "Vamos revisar toda essa área para garantir que não haja absolutamente nenhuma chance de isso acontecer novamente. Faremos tudo o que for necessário para garantir a máxima segurança."

Interesses das Outras Equipes

O interesse da FIA em relação ao conceito de asa traseira rotativa é crescente, especialmente porque outras equipes também estão desenvolvendo soluções semelhantes. A McLaren, por exemplo, levou sua versão da asa rotativa ao GP da Áustria, mas decidiu não utilizá-la por considerar que o projeto ainda não estava pronto. Na corrida em Silverstone, a equipe manteve a mesma decisão, devido ao formato Sprint do fim de semana. No entanto, espera-se que a estreia do componente ocorra no GP de Spa. De acordo com informações do Motorsport.com, neste momento, o pedido de esclarecimentos da FIA envolve apenas a Ferrari e a Red Bull.

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