Desempenho de Pedro Acosta na MotoGP
Pedro Acosta, que se destacou como o principal piloto da KTM na MotoGP nos últimos dois anos, decidiu procurar um "novo desafio" na Ducati para a temporada de 2027. Embora a KTM tenha enfrentado dificuldades em competir com as motos líderes, Acosta expressou a necessidade de buscar novas oportunidades.
Declarações de Acosta
Em entrevista ao Motorsport.com, Acosta afirmou: “É verdade que chegou um ponto em que eu preciso de um novo desafio.” Ele acrescentou: “Não quero que isso soe egocêntrico, mas, além do meu primeiro ano na MotoGP, eu estive sendo o primeiro piloto da KTM por um tempo. E talvez eu precise de um novo desafio ou algo que me dê um pouco de [fogo].”
Acosta reconheceu o suporte que recebeu da KTM ao longo de sua carreira, mencionando: “Como sempre digo, a KTM me deu tudo que tinha nas mãos. Eles me deram a chance de ganhar um Campeonato de Moto3, e me forneceram todas as ferramentas para vencer um Campeonato de Moto2.” Ele também destacou que, caso a KTM estivesse mais próxima de criar uma moto competitiva na MotoGP, poderia ter considerado permanecer na equipe.
Reflexões sobre o Futuro
O piloto expressou sua crença nas oportunidades que teve com a KTM, mas sentiu que precisava de mais. “Acreditei nesses três anos. E eu dei chance após chance após chance, sabe? Mas ainda estou pensando que posso fazer algo mais. Talvez por isso venha a decisão de sair.”
Acosta teve um percurso notável nas categorias inferiores, conquistando dois títulos mundiais e 16 grandes prêmios em um período de três temporadas. Ele foi colocado na equipe Tech3 pela KTM para sua temporada de estreia na MotoGP em 2024, sendo considerado uma ameaça ao recorde de Marc Marquez como o vencedor mais jovem da categoria principal.
Esperanças e Desafios na MotoGP
Após dois anos e meio, Acosta ainda aguarda sua primeira vitória na MotoGP, sendo seu destaque até o momento uma vitória na Sprint na abertura da temporada em Buriram neste ano. Ao ser questionado sobre a seca de vitórias, Acosta respondeu: “Bem, no ano passado, como você pode lembrar, não foi fácil de gerenciar. Porque eu ainda estava pensando que era minha culpa. E quando algo é sua culpa, é ainda mais difícil tirar o estresse.”
Ele mencionou que seu treinador, Carmelo Morales, um ex-piloto, teve um papel importante em ajudá-lo a entender que as dificuldades não eram apenas culpa sua. “Ele tinha outra perspectiva sobre as corridas, porque é mais velho que eu. E ele realmente me ajudou a entender que temos uma limitação [com a moto]. Isso é claro.”
Acosta também comentou sobre sua abordagem nas corridas: “O problema era que eu estava dando muito mais do que conseguia gerenciar, e toda vez que eu fazia isso, acabava no chão. Tive muitas dificuldades para terminar as corridas.”
Perspectivas para a Temporada Atual
Em relação ao seu desempenho recente, Acosta reconheceu que chegou um momento em que, mesmo não sendo seu estilo, ele precisava aceitar que terminar entre os cinco primeiros ou seis não era tão ruim. “Talvez o dia em que formos mais ou menos competitivos, possamos lutar por um pódio.”
Ele acredita que, apesar dos problemas enfrentados na primeira parte da temporada, conseguiu se aproximar do grupo dos três primeiros. Acosta atualmente inicia as últimas dez corridas na KTM ocupando a sétima posição no campeonato mundial, com mais do que o dobro dos pontos do próximo melhor piloto da RC16, Enea Bastianini.
Mudanças na KTM para 2027
Para a nova era de 850cc/Pirelli que se inicia em 2027, a KTM contará com uma nova formação de pilotos, que incluirá Alex Marquez e Fabio di Giannantonio. Essa mudança marca uma nova fase para a equipe, enquanto Acosta se prepara para seu novo desafio na Ducati.