Reencontro Emocional
O bicampeão da Fórmula 1, Emerson Fittipaldi, descreveu a experiência emocional de reencontrar seu icônico McLaren M23. Este reencontro entre o piloto brasileiro e o carro, no qual ele conquistou o campeonato de 1974, ocorreu durante as celebrações do 1000º Grande Prêmio da equipe McLaren, no final de semana do Grande Prêmio de Miami.
Sensações ao Voltar ao Cockpit
"Foi exatamente a mesma coisa," afirmou Fittipaldi em conversa com Tom Clarkson durante sua participação no podcast F1 Beyond The Grid. O piloto comentou sobre a familiaridade com o cockpit, a posição do volante e os pedais. Ele destacou a surpresa e a satisfação de ter a oportunidade de dirigir o M23 nas ruas de Miami. "Eu nunca acreditei que um dia dirigiria o M23 nas ruas de Miami, e foi uma sensação fantástica, ao lado de todos os grandes campeões da história da McLaren e dos campeões mundiais," acrescentou.
Comemorações do 1000º Grande Prêmio
O evento foi descrito por Fittipaldi como incrível e muito significativo para a comemoração dos 1000 grandes prêmios da McLaren. Apesar de ter se passado quase 50 anos desde que ele pilotou o M23 pela última vez, a empolgação do piloto em relação ao carro vencedor do campeonato parece não ter diminuído. "A sensação é extremamente boa. Outra coisa impressionante é que ele pesa apenas 550 quilos, e tínhamos mais de 400 cavalos de potência. Isso significa que a relação peso-potência estava próxima de 1 quilo por cavalo," observou.
Comparação com Carros Modernos
Fittipaldi enfatizou que a experiência de dirigir o M23 era semelhante à de um carro de Fórmula 1 atual. "Estava derrapando as rodas e acelerando bastante. A relação era similar à de um carro de Fórmula 1 hoje. Agora, a proporção de potência e peso é muito parecida, com uma aceleração muito impressionante, mas havia pouca aderência. E havia muitos espectadores; foi um evento incrível que a McLaren organizou, típico de Zak Brown," disse o piloto.
Reflexões sobre a McLaren
O final de semana de celebração também proporcionou a Fittipaldi a oportunidade de refletir sobre sua relação com a McLaren. "Quando entrei na McLaren, senti muita motivação," comentou, ao ser questionado sobre como era a equipe nos anos de 1974 e 1975. Ele lembrou que a equipe era composta por apenas cerca de 30 pessoas e que Teddy Mayer e Alastair Caldwell, o gerente da equipe, estavam muito focados em conquistar o campeonato mundial. Fittipaldi destacou que a McLaren estava à beira de se tornar uma das melhores equipes, e foi essa promessa que o levou a escolher a McLaren como sua equipe.