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A corrida da NASCAR em San Diego exigiu uma rede elétrica móvel e autossuficiente.

por Diego Farias
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A corrida da NASCAR em San Diego exigiu uma rede elétrica móvel e autossuficiente.

Logística do Fim de Semana da NASCAR em San Diego

Fornecimento de Energia

O fim de semana da NASCAR em San Diego apresentou características logísticas notáveis, destacando-se a necessidade de um fornecimento de energia autossuficiente para todas as operações de corrida. Como as corridas ocorreram na Estação Aérea Naval North Island, uma instalação militar ativa, o evento Anduril 250 Race the Base não poderia comprometer a prontidão da Força Aérea de nenhuma forma.

Layout do Circuito

O traçado do circuito foi estrategicamente projetado ao longo do perímetro da base, principalmente porque a passagem pelo interior dela não era viável. Essa disposição também evitou que a instalação fosse invadida por civis. Os torcedores foram posicionados na parte sul do perímetro da base.

Colaboração com a ABB

Tudo relacionado à NASCAR não podia utilizar a rede elétrica da NAS North Island, o que exigiu que o organismo sancionador colaborasse com a ABB em busca de uma solução viável e sustentável. O resultado dessa parceria foi uma rede de micro-redes, conforme explicado durante o fim de semana pelo vice-presidente de parcerias estratégicas da ABB, Chris Shigas.



Shigas declarou: “Uma micro-rede é um sistema de energia autossuficiente, o que significa que a geração, a transmissão e a distribuição de energia estão integradas.” Ele acrescentou que, ao não ter acesso a utilitários e estando fora da rede elétrica convencional, era necessário construir uma micro-rede, e que uma grande rede de micro-redes foi criada para o evento. Ele também destacou que a única micro-rede maior na Ilha Coronado é a de um porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos, que é nuclear, mas também autossuficiente.

Armazenamento de Energia

As micro-redes projetadas para o fim de semana em San Diego consistiram em 30 sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) combinados com geradores a diesel tradicionais. Os geradores a diesel conectados a cada BESS foram acionados por apenas duas horas por dia, enquanto os BESS forneceram energia para cada micro-rede durante as 22 horas restantes do dia ao longo do fim de semana.

Os picos de energia registrados refletiram o acionamento e desligamento dos geradores ao longo do dia. Essa tecnologia foi desenvolvida a partir dos eventos de rua da Série Cup realizados em Chicago, entre 2023 e 2025. CJ Tobin, diretor de gerenciamento de sistemas de veículos da NASCAR, comparou a operação a mover uma “cidade itinerante para um mercado” sempre que há necessidade de mais energia do que a infraestrutura local pode fornecer.

Operações de Motorsport

Para a NAS North Island, os BESS da ABB alimentaram todas as atividades de motorsport para equipes em todas as três competições nacionais, incluindo tudo que exigia eletricidade, operações na pista, experiências para os fãs e toda a logística nos bastidores. Tobin afirmou que a NASCAR poderia aplicar esse modelo em qualquer lugar do mundo para realizar uma corrida.

Ele comentou: “Com os geradores híbridos, trazendo controles de corrida remotos para a pista, podemos levar isso aonde quisermos.” Tobin também elogiou a colaboração entre as partes envolvidas, incluindo a ABB, a Suburban Propane e o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da NASCAR.

Sustentabilidade e Impacto

A NASCAR também buscou demonstrar sua capacidade de realizar eventos de maneira sustentável, alinhando-se aos esforços contínuos para se tornar mais “verde”. Isso está sob a responsabilidade do departamento NASCAR Impact, que visa atingir emissões operacionais líquidas zero até 2035, através de energia renovável 100%, combustíveis bioetanol de baixo carbono, reciclagem e redução de resíduos.

Eric Nyqust, executivo de longa data da NASCAR e atual Chief Impact Officer, enfatizou que a busca por esses objetivos não deve comprometer a qualidade do produto da corrida. O fim de semana de corridas em San Diego foi uma prova de que isso é possível em larga escala.

Metas de Emissão

Nyqust afirmou: “2035 é uma meta ambiciosa, mas temos plena intenção de alcançá-la de uma forma que, se você é um fã de corridas, não haverá nenhum impacto no que você observa e no produto na pista, na forma como continuamos a correr, os motores de combustão, tudo isso.” Ele acrescentou que as mudanças necessárias são em outras partes da operação, buscando formas mais eficientes com a frota de transporte de longa distância, o que trará benefícios para as equipes de corrida.

“Reduzir geradores a diesel e substituí-los por energia elétrica… Menos fumaça de diesel diminuirá nossa dependência de combustíveis. É mais eficiente em termos de energia e reduz nossas emissões de carbono”, afirmou Nyqust.

Importância dos Dados

Nyqust também destacou que esses esforços são baseados em dados. Era importante para a NASCAR e a ABB saber exatamente quão sustentável foi aquele fim de semana, a fim de continuar buscando formas de melhorar esse modelo. Os números finais desse evento foram apresentados em gráficos que mostraram os resultados em tempo real como parte da exibição de Controle de Grade da ABB.

Exibição de Controle de Grade

Os fãs puderam visualizar esses dados em tempo real em uma estrutura de vidro de 20 por 8 por 18 pés que apresentava 11 feeds de vídeo ao vivo e painéis de dados. A exibição foi modelada após um módulo de controle remoto de corrida. O pod também contou com displays semelhantes aos da sala de controle de corrida remota legítima da NASCAR Productions, localizada em Concord, Carolina do Norte, além de telemetria ao vivo, análises avançadas e várias câmeras.

Embora não exibisse informações proprietárias das equipes, o pacote completo mostrou aos fãs o que a NASCAR está buscando em termos de sustentabilidade e engajamento com os entusiastas.

Futuras Iniciativas

Tobin ressaltou que essa foi a primeira vez em que os fãs tiveram acesso a essas informações: “E queremos fazer isso novamente, com mais transparência e em outras pistas. Queremos ser mais eficientes, e é isso que estamos fazendo com a ABB, contando também a história deles.” Ele finalizou destacando que pretende compartilhar com o público o que a NASCAR observa nos bastidores e as decisões que estão sendo tomadas, além dos dados que sustentam essas escolhas.

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