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Brundle apoia uma nova fase da F1 após críticas às regras de 2026.

por Lucas Andrade
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Brundle apoia uma nova fase da F1 após críticas às regras de 2026.

Mudanças Técnicas na Fórmula 1 em 2026

A grande mudança técnica da Fórmula 1 prevista para 2026 gerou um debate significativo sobre a identidade da categoria. O ex-piloto Martin Brundle se manifestou em defesa da nova fase que o esporte está prestes a enfrentar, afirmando que os processos que serão implementados a partir de agora, como o gerenciamento de energia, sempre foram parte integrante da Fórmula 1.

Alterações nos Sistemas de Energia

Com o fim do MGU-H (Unidade de Recuperação de Energia de Calor) e a ampliação do MGU-K (Unidade de Recuperação de Energia Cinética) de 120 para 350 kW, os pilotos serão obrigados a adaptar seu estilo de pilotagem. Eles precisarão levantar o pé e "planar" em determinados momentos para garantir o uso ideal da bateria e extrair o máximo desempenho de seus carros. A recuperação de energia, portanto, se torna um fator ainda mais crucial, cabendo aos pilotos a decisão sobre quando utilizar essa energia recuperada, especialmente durante as ultrapassagens.

Reflexões de Martin Brundle

Brundle comentou sobre a importância de gerenciar a aceleração. “Se você vai acelerar ao máximo por muito tempo, precisa proteger as coisas”, afirmou o ex-piloto. Ele destacou que essa necessidade de proteção e gerenciamento sempre existiu, mencionando ícones do passado como Sterling Moss e Juan Manuel Fangio, além de Jackie Stewart, Graham Hill e Jim Clark. Na época deles, os desafios incluíam as limitações dos dentes dos engates, semieixos, juntas universais, caixas de câmbio, motores, suspensão e terminais esféricos.

Experiência na Fórmula 1

O britânico também compartilhou suas experiências pessoais durante os anos 1980 e 1990. “Nós estávamos sempre cuidando da embreagem e do motor. Estávamos sempre protegendo alguma coisa”, recordou Brundle. Ele trouxe à tona os tempos desafiadores dos turbos na década de 80, onde a gestão de combustível era vital. “Mesmo nos tempos temíveis dos turbos dos anos 80, tínhamos 220 litros de combustível e estávamos levantando o pé e planando brutalmente durante toda a corrida, porque essa era a única maneira de chegar ao final com algum tipo de desempenho ou combustível restante”, explicou.

Um Episódio Marcante

Para ilustrar a importância do gerenciamento cuidadoso, Brundle citou um episódio marcante de sua carreira. “Eu fiquei sem combustível uma vez, indo para a linha de chegada, e perdi o terceiro lugar em Adelaide porque não fui cuidadoso o suficiente com isso”, lembrou. Ele enfatizou que essa necessidade de proteção e gestão sempre esteve presente ao longo de sua trajetória na Fórmula 1. “Os pneus são um bom exemplo, especialmente hoje em dia”, concluiu Brundle, reforçando a relevância do tema no contexto atual da categoria.

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