Alpine enfrenta dificuldades no GP da Áustria
A equipe Alpine deixou o Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1 sem conquistar pontos e reconheceu que viveu um dos seus fins de semana mais desafiadores da temporada. Pierre Gasly finalizou a corrida na 13ª posição, enquanto Franco Colapinto ficou em 15º. A equipe admitiu que houve uma falta de desempenho que dificultou a disputa por posições mais competitivas durante a prova.
Preocupações com o desempenho
O resultado preocupante aumentou a apreensão dentro da equipe francesa, que agora concentra seus esforços na análise das causas da queda de rendimento antes da próxima etapa, que ocorrerá em Silverstone. Os pilotos, assim como a direção da equipe, relataram problemas relacionados ao ritmo, desgaste excessivo dos pneus e dificuldades durante a largada.
Avaliação de Pierre Gasly
Gasly classificou a corrida na Áustria como a mais complicada do ano para a Alpine. O piloto francês destacou problemas de aderência, desequilíbrio do carro e degradação dos pneus. Além disso, ele enfrentou uma perda de potência nas retas logo no início da corrida, o que comprometeu sua estratégia.
“Há muita coisa para entendermos depois dessa corrida, que provavelmente foi a mais difícil da temporada. Foi muito complicado em termos de aderência, equilíbrio do carro e degradação dos pneus. Precisei fazer três pit stops, porque os pneus estavam se desgastando muito rápido. A corrida também não começou bem por causa de um problema de potência nas retas”, declarou Gasly. Ele também mencionou que esperava um desempenho semelhante ao obtido em Barcelona, onde a corrida aconteceu em condições quentes, mas essa expectativa não foi atendida: “Está claro onde precisamos melhorar e sei que a equipe vai buscar respostas para reagirmos já no fim de semana Sprint em Silverstone”, concluiu o piloto.
Considerações de Franco Colapinto
Colapinto fez uma avaliação semelhante e explicou que a Alpine não conseguiu encontrar um bom acerto ao longo do fim de semana. De acordo com o argentino, a equipe enfrentou falta de aderência e superaquecimento dos pneus traseiros, o que prejudicou o ritmo durante os stints, além de uma largada comprometida pela perda de potência.
“Não foi um final de semana fácil, e no geral, não conseguimos encontrar ritmo nem aderência. Tivemos dificuldades para equilibrar o carro e as altas temperaturas da pista colocaram muita energia nos pneus, principalmente nos traseiros. Também tive uma largada muito ruim por falta de potência, então já começamos a corrida brigando no fim do pelotão”, relatou Colapinto. Apesar das dificuldades, ele afirmou que o objetivo é voltar a lutar por posições mais altas no GP da Inglaterra, que acontecerá no próximo final de semana.
Análise do diretor esportivo
O diretor esportivo da equipe, Steve Nielsen, reconheceu que a Alpine simplesmente não teve velocidade para brigar por pontos na Áustria. Segundo Nielsen, a estratégia de antecipar um terceiro pit stop para Gasly durante o período do Virtual Safety Car (VSC) não alterou o resultado final, evidenciando a falta de desempenho do carro. Ele também revelou que ambos os pilotos enfrentaram problemas de potência na largada, um aspecto que será investigado pela equipe.
Nielsen destacou ainda o excelente trabalho da equipe de pit stops, que atuou sob condições de calor extremo. Para o dirigente, o foco agora é garantir que o resultado em Spielberg seja considerado apenas um episódio isolado e que a equipe consiga retornar ao nível de desempenho mostrado no início da temporada já na corrida em Silverstone.