Comentários de Peter Windsor sobre a Ferrari na Fórmula 1 de 2026
Peter Windsor fez comentários a respeito da equipe Ferrari na Fórmula 1 em 2026, levantando questionamentos sobre a decisão da equipe italiana de trocar a dupla de pilotos e trazer Lewis Hamilton.
Situação da Ferrari após o GP da Holanda
A equipe Ferrari se tornou o foco de discussões após o Grande Prêmio da Holanda realizado no último final de semana. Durante a corrida, o piloto britânico Lewis Hamilton solicitou que Charles Leclerc abrisse caminho para que ele pudesse ultrapassá-lo. No entanto, esse pedido não foi atendido, resultando na irritação do piloto, que comentou que estavam “perdendo tempo”.
No final da corrida, a equipe italiana perdeu a oportunidade de conquistar um lugar no pódio, com Hamilton terminando na quarta posição e Leclerc na quinta. Para Windsor, a gestão da dupla de pilotos na Ferrari é uma tarefa desafiadora. “Eu sempre disse que Charles Leclerc e Carlos Sainz formavam uma equipe muito boa. Carlos era rápido o suficiente para vencer em seus melhores dias, e Charles enfrentava alguns problemas. Ao mesmo tempo, ele nunca iria realmente ameaçar o espaço de Charles. Era uma equipe perfeitamente equilibrada”, afirmou Windsor.
Crítica à decisão de trazer Lewis Hamilton
Windsor continuou sua análise, destacando a mudança que a Ferrari fez em sua estrutura de pilotos. “Então, o que eles fizeram? Desmancharam tudo e contrataram o Lewis. Não estou criticando de forma alguma a decisão do Lewis de ir para a Ferrari ou qualquer coisa relacionada a isso. O que digo é que a Ferrari não precisava ter feito isso. Mas, quando se tem duas grandes estrelas no carro, o que você faz? É impossível gerir essa situação. Por isso eu sempre defendi a permanência de Carlos Sainz”, acrescentou Windsor.
Desafios na gestão dos pilotos
O comentarista também mencionou as dificuldades enfrentadas pela equipe em gerenciar os dois pilotos. “Não dá para gerir isso, porque Charles tem o seu ponto de vista e Lewis tem o dele. Ambos devem ser respeitados, obviamente, e os pobres engenheiros na garagem não têm condições de lidar com isso. A única pessoa capaz de gerir essa situação é Frédéric Vasseur e, de qualquer forma, quase nunca o ouvimos no rádio”, concluiu Windsor.