Max Verstappen em busca de ritmo fora do grid
A Fórmula 1 continua a observar Max Verstappen buscando ritmo também fora do grid, mas a participação do piloto holandês na NLS2 terminou de forma amarga no circuito Nordschleife. Após dominar a corrida de quatro horas ao lado de seus companheiros de equipe, Dani Juncadella e Jules Gounon, Verstappen foi desclassificado devido a uma infração relacionada ao uso de pneus.
Desclassificação amarga e perda da vitória
Esse resultado resultou na perda de uma vitória que parecia consolidada para a equipe Verstappen Racing, uma vez que o trio havia cruzado a linha de chegada com uma impressionante vantagem de 59 segundos. O desempenho foi considerado como uma preparação ideal para as 24 Horas de Nürburgring, programadas para o mês de maio.
Domínio inicial e luta pela liderança
Antes do início da corrida, Verstappen já havia demonstrado seu potencial ao conquistar a pole position com quase dois segundos de vantagem sobre os concorrentes. Contudo, o início da prova se revelou mais complicado do que o domínio demonstrado na manhã de sábado poderia sugerir. Nas voltas iniciais, o holandês teve uma disputa intensa com o Audi número 16, pilotado por Christopher Haase. Verstappen perdeu a liderança logo no começo, mas conseguiu reagir e recuperou a ponta pouco antes da primeira janela de pit stop, que incluiu também a troca de pilotos.
Ampliação da vantagem pela equipe
Após essa fase, Juncadella assumiu o controle do carro e conseguiu ampliar a vantagem da equipe. A principal ameaça passou a ser o BMW número 99, pilotado por Dan Harper, que estava utilizando uma estratégia diferente em uma tentativa de se manter na disputa pela vitória.
Desempenho de Gounon e estratégia da equipe
Na sequência, Gounon teve que administrar a pressão por um período, mas o cenário já parecia favorável para o carro da equipe de Verstappen. A estratégia adotada pelo BMW número 99 exigia uma parada mais cedo, o que resultou em mais tempo perdido, fazendo com que a estratégia do Mercedes se encaixasse melhor no desenrolar da corrida.
Gounon completou oito voltas em seu stint e ajudou a equipe a encurtar a parada final, deixando a corrida bem posicionada para que Verstappen pudesse assumir o trecho decisivo. Assim, o piloto ganhou ainda mais experiência ao conduzir o Mercedes GT3 até a bandeirada em primeiro lugar.
Vitória aparente e desclassificação
Na pista, a vitória parecia incontestável. O BMW número 99 ficou com a segunda posição, à frente do Porsche número 44, enquanto Verstappen e seus companheiros celebravam uma atuação dominante e a manutenção de um retrospecto perfeito do piloto em corridas de GT3. No entanto, a celebração foi interrompida após a prova, quando os comissários descobriram que a equipe de Verstappen utilizou sete jogos de pneus ao longo da corrida, apesar de o limite regulamentar ser de seis.
A irregularidade constatada levou à desclassificação de Verstappen, Juncadella e Gounon, apagando oficialmente a vitória que haviam conquistado na pista. Essa situação representou mais um golpe em um ano que já estava sendo complicado para o tetracampeão, que também enfrenta desafios fora da Fórmula 1.
Frustração em uma temporada tumultuada
Assim, o que parecia uma preparação perfeita para as 24 Horas de Nürburgring terminou em frustração. Verstappen demonstrou velocidade, ajudou sua equipe a controlar a corrida e cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, mas deixou o Nordschleife sem o troféu e com mais um revés em uma temporada já tumultuada.