Crescimento da Fórmula 1 nos Estados Unidos
O chefe da equipe Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff, participou do Autosport Business Exchange (ABX) na cidade de Nova York na última quarta-feira, onde celebrou o crescimento da corrida nos Estados Unidos.
A Influência de "Drive to Survive"
Embora a popular série documental da Netflix, Drive to Survive, tenha sido um fator crucial para o notável crescimento do esporte na América, Wolff foi um dos que inicialmente mostraram ceticismo em relação ao programa.
A Mercedes decidiu não participar da primeira temporada, assim como outras equipes de destaque no paddock.
Críticas Iniciais
Durante sua fala no ABX NYC, Wolff admitiu: "Comecei a assistir e odiei." Ao ser questionado sobre o que não lhe agradou, ele explicou que assistiu a um dos primeiros episódios da temporada, que abordava uma rivalidade entre os pilotos espanhóis Fernando Alonso e Carlos Sainz. O episódio, intitulado "O Rei da Espanha", incomodou Wolff devido à dramatização exagerada da disputa entre os dois pilotos.
Ele comentou: "Era Fernando Alonso contra Carlos Sainz, e tudo foi fabricado. (Tratando isso) como se fosse a competição pelo campeonato mundial, sendo que estava (mais de dez posições) atrás na classificação dos pilotos… Eu pensei, isso não é para mim. Desliguei. Não assisti nem ao segundo."
Mudança de Opinião
No entanto, a opinião de Wolff sobre o programa mudou rapidamente à medida que a temporada de 2019 avançava. Ele relatou: "Voltei para a Europa e uma amiga minha me ligou, dizendo que gostaria muito de vir com os filhos dela ao Grande Prêmio da Áustria." Wolff continuou: "E eu perguntei como assim, você nunca teve interesse em Fórmula 1, e ela respondeu que seus filhos adoravam Drive to Survive."
Foi nesse momento que Wolff percebeu que a Netflix poderia ter encontrado algo especial, e ironicamente, o fato de as principais equipes terem se negado a participar do programa ajudou nesse sucesso.
Oportunidade para Equipes Menores
Wolff explicou: "O que aconteceu foi que, como não participamos, isso deu à Netflix a oportunidade de mostrar equipes menores e pilotos que não estavam tão em destaque." Ele acredita que isso conquistou a audiência. "De certa forma, o que fizemos estava certo, mas não foi a razão pela qual decidimos não participar."
O Legado de "Drive to Survive"
Após sete temporadas, Drive to Survive continua sendo central na estratégia da Fórmula 1 para expandir o esporte e atrair novas audiências. Tanto a equipe Mercedes quanto Wolff tornaram-se convidados frequentes da série documental. Essas aparições contribuíram para dar aos chefes de equipe, como Wolff, um status de "estrela de cinema", similar ao dos pilotos, segundo Eddy Cue, executivo da Apple, que também falou no ABX NYC.