Retorno do MotoGP ao Brasil e Perspectivas da Yamaha
Fabio Quartararo acredita que o retorno do MotoGP ao Brasil, após duas décadas, terá pouco impacto nas perspectivas da Yamaha. Ele afirmou que a nova M1, equipada com motor V4, "não possui um único ponto forte".
Desempenho da Yamaha na Temporada
A reformulação radical da moto da Yamaha durante o inverno ainda não trouxe resultados positivos, deixando a montadora baseada em Iwata distante de seus concorrentes. Embora Quartararo e seu companheiro de equipe, Alex Rins, tenham conseguido pontuar na corrida de abertura da temporada, o Grande Prêmio da Tailândia, seus resultados foram amplamente resultado da aposentadoria de vários pilotos líderes devido a problemas com pneus ou acidentes.
Após o final de semana em Buriram, a Yamaha se juntou à Honda e à KTM para um teste privado em Jerez, onde conseguiu acumular mais quilometragem com a M1 e fez preparativos iniciais com os pneus Pirelli para 2027.
No entanto, o piloto estrela Quartararo não sente que a fabricante japonesa tenha feito progressos significativos desde então, enfatizando a quantidade de trabalho necessária para transformar a M1 em uma moto competitiva.
Desafios Enfrentados pela Yamaha
“[O feedback de todos os pilotos da Yamaha] é o mesmo. Não há um ponto onde nos sintamos fortes”, disse ele em Goiânia. “Estamos tentando entender. Os engenheiros estão tentando descobrir onde podemos pelo menos fazer modificações para nos sentirmos melhor, mas, no geral, é a mesma sensação para todos.”
Quando questionado se um circuito desconhecido no Brasil poderia nivelar o campo de jogo e ajudar a Yamaha a diminuir a distância para os líderes, ele respondeu: “Não. É uma resposta curta porque é a realidade. Qualquer pista será difícil para nós”.
“Yamaha fez testes em Jerez [mas] nada [novo] foi realmente testado, então não acho que será melhor com um pouco mais de conhecimento em comparação com a Tailândia”, acrescentou.
Desempenho em Qualificações
Embora a Yamaha tenha terminado na parte inferior da classificação no ano passado, Quartararo conseguiu extrair o máximo da moto nas qualificações, conquistando quatro pole positions. No entanto, a transição para o motor V4 e outras mudanças relacionadas na moto parecem ter tido um impacto negativo no desempenho em uma volta.
Quartararo mencionou que a potência do motor e a sensação na frente continuam sendo os maiores pontos fracos da nova M1, projetada para 2026. "Honestamente, há tantas coisas que estamos buscando… a manobrabilidade, ter um pouco mais de sensação na parte da frente", disse ele. "Isso é o que me permitiu fazer uma diferença nas qualificações [antes de 2026], ser capaz de realmente ir ao limite, mas agora não temos ideia de onde está a parte da frente."
Expectativas Futuras
“Quanto ao motor, sabemos que não podemos fazer nada a respeito no momento”, completou Quartararo.
O piloto enfrenta um desafio significativo ao tentar adaptar-se às novas condições da moto, enquanto a equipe busca soluções para melhorar o desempenho e a competitividade da M1 nas próximas corridas.