Investigação Concluída sobre o Grande Prêmio do Brasil
A MotoGP anunciou que a investigação relacionada aos problemas que afetaram o Grande Prêmio do Brasil foi concluída, conforme prometido, com a intenção de resolver as questões antes do retorno do evento em 2027.
Dois dias após o fim da corrida, a direção de corrida da MotoGP divulgou uma declaração detalhada que descreveu os problemas que ofuscaram o retorno do campeonato ao Brasil após duas décadas.
Problemas Identificados
A MotoGP revelou que a cratera que surgiu na reta de início/final após a qualificação foi causada pelo "colapso de um sistema de esgoto antigo e não documentado sob a superfície".
A organização enfatizou que a cratera foi imediatamente atendida pelos trabalhadores do circuito. O trabalho de reparação permitiu que as atividades na pista fossem retomadas, embora após atrasos significativos. A corrida sprint começou com um atraso de 80 minutos, enquanto a qualificação da Moto2 teve que ser adiada para a manhã de domingo.
A deterioração da superfície da pista na curva 11/12 foi descrita como "degradação localizada do asfalto", causada por "calor significativo e atividade na pista" após as corridas de Moto2 e Moto3.
Embora "todo o agregado em excesso" tenha sido removido do circuito, "um pequeno risco de degradação contínua" permaneceu, levando a administração da corrida a encurtar a prova em oito voltas. A nova distância da corrida, de 23 voltas, representou 75% do número original de voltas, o que significava que os pontos máximos poderiam ser concedidos.
No entanto, nenhuma explicação adicional foi fornecida sobre a redução específica do número de voltas.
Condições Meteorológicas e Qualidade do Asfalto
A série também observou que a chuva sem precedentes que ocorreu antes do final de semana "contribuiu" para os problemas na superfície da pista, além de impactar os trabalhos finais no circuito.
A MotoGP também abordou as preocupações quanto à qualidade do asfalto aplicado na pista após a repavimentação em Goiânia. A entidade afirmou que "cada local global requererá uma mistura de asfalto e um procedimento de aplicação diferentes, os quais são decididos pelo circuito e apresentados à FIM para garantir que todos os padrões de segurança sejam atendidos".
Declaração Completa da MotoGP
Após os desafios enfrentados com a superfície da pista durante o Grande Prêmio do Brasil, o circuito e o promotor da corrida realizaram investigações sobre as causas, incluindo a chuva sem precedentes que afetou os trabalhos finais e contribuiu para os problemas na superfície da pista.
No sábado, um defeito significativo na pista surgiu devido ao colapso de um sistema de esgoto antigo e não documentado sob a superfície. O problema, que felizmente estava fora da linha de corrida, foi prontamente atendido e reparado após uma rápida resposta da equipe do circuito, o que permitiu que as atividades na pista continuassem mais tarde no dia. No domingo, a degradação localizada do asfalto, causada pelo calor significativo e pela atividade na pista, tornou-se evidente após a conclusão do Grande Prêmio da Moto2.
Apesar da remoção de todo o agregado em excesso antes do Grande Prêmio da MotoGP, um pequeno risco de deterioração contínua da superfície durante a corrida da MotoGP permaneceu. Os funcionários do circuito estavam trabalhando até o início programado para preparar a pista, mas, em interesse à segurança, a direção da corrida decidiu reduzir a prova para 23 voltas (75% da distância original da corrida). As equipes foram imediatamente informadas da mudança por funcionários da IRTA em cada fila do grid.
O processo de homologação da MotoGP para circuitos é gerenciado pela FIM e começa mais de um ano antes do evento. Ele inclui inspeções detalhadas de todas as áreas de construção. Como cada localização global exigirá uma mistura de asfalto e um procedimento de aplicação diferentes, esses fatores são decididos pelo circuito e apresentados à FIM para garantir que todos os padrões de segurança sejam atendidos. A homologação é então confirmada pouco antes de cada Grande Prêmio.
Os problemas enfrentados no Brasil foram reconhecidos pelo promotor e pelo circuito e serão corrigidos antes do retorno da MotoGP na próxima temporada. O Grande Prêmio do Brasil recebeu 148.384 fãs no Autódromo Internacional de Goiânia – Ayrton Senna, demonstrando tanto o forte apelo da MotoGP no Brasil quanto a oportunidade da MotoGP para um crescimento global adicional.