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Honda apoia pacto sobre motores para 2027 no Brasil

por Lucas Andrade
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Honda apoia pacto sobre motores para 2027 no Brasil

Proposta de Alteração na Divisão de Potência dos Motores da Fórmula 1

A proposta para modificar a divisão de potência dos motores da Fórmula 1 a partir de 2027 ganhou um novo apoio significativo. A Honda passou a integrar o grupo de fabricantes que é favorável à alteração, o que aproxima ainda mais a categoria de um acordo que pode resultar em mudanças substanciais no regulamento técnico.

Alteração na Distribuição de Potência

A modificação em discussão propõe que a distribuição de potência entre o motor a combustão e o sistema elétrico deixe de ser equilibrada, com 50% para cada componente. A proposta sugere a adoção de uma nova configuração, com 60% da potência proveniente do motor a combustão e 40% oriunda da parte elétrica, a ser implementada já em 2027. Essa medida é defendida por diversos nomes influentes do paddock da Fórmula 1.

A proposta surgiu após a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e os fabricantes chegarem a um entendimento inicial algumas semanas atrás. O principal objetivo dessa mudança é melhorar as corridas, diminuindo a necessidade de os pilotos gerenciarem o uso da bateria ao longo das voltas. Entre os defensores dessa alteração estão pilotos como Max Verstappen, Andrea Stella e Carlos Sainz.



Discussões e Impasses

Apesar do consenso inicial, o tema voltou a gerar debates acalorados durante o final de semana do Grande Prêmio do Canadá. As equipes Ferrari e Audi passaram a defender que a implementação da alteração fosse adiada para 2028, o que criou um impasse que impediu a formalização do acordo até o momento.

Até então, as únicas fabricantes que se posicionaram claramente a favor da implementação da mudança já em 2027 eram a Mercedes e a Red Bull Powertrains-Ford. A posição da Honda, assim como da Cadillac, ainda estava indefinida, o que aumentava a expectativa em relação ao futuro das negociações.

Posicionamento da Honda

Durante o evento em Montreal, Shintaro Orihara, gerente-geral de operações de pista da Honda, evitou se comprometer com uma posição definitiva ao abordar o tema. Inicialmente, o dirigente declarou que a fabricante estava aguardando as decisões da FIA. Quando indagado sobre a participação da Honda na votação, ele reconheceu que a proposta representa uma mudança significativa e classificou o assunto como complexo.

No entanto, a fabricante japonesa, que atualmente fornece unidades de potência para a equipe Aston Martin, não se opõe mais à proposta e pode agora ser incluída ao lado da Mercedes e da Red Bull Powertrains-Ford entre os apoiadores da alteração. As conversas entre os fabricantes continuam em andamento para definir os detalhes de uma possível implementação em 2027, ao invés de 2028.

Aprovação da Mudança

Para que a proposta de alteração na divisão de potência seja aprovada e implementada já na temporada de 2027, será necessária a formação de uma supermaioria. Isso implica que cinco dos seis fabricantes envolvidos, incluindo a Cadillac, além da FIA e da Formula One Management (FOM), precisarão aprovar a proposta de maneira oficial.

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