Haas enfrenta desafios no GP da Inglaterra
A equipe Haas saiu do Grande Prêmio da Inglaterra, que faz parte do calendário da Fórmula 1, sem conquistar pontos, mas observou aspectos positivos no trabalho realizado ao longo do final de semana. Embora reconheça a evolução em algumas áreas, o chefe da equipe, Ayao Komatsu, admitiu que o principal obstáculo continua sendo a falta de desempenho do carro.
Desempenho dos pilotos
Oliver Bearman finalizou a corrida na 13ª posição, enquanto Esteban Ocon cruzou a linha de chegada em 14º. Ambos os pilotos destacaram momentos positivos durante a prova, mas concordaram que o ritmo da Haas ainda não é suficiente para competir por posições na zona de pontuação.
Bearman enfrentou dificuldades na largada, um problema que, segundo ele, tem se repetido nas últimas corridas. Ele comentou: “Tivemos outra largada ruim, algo que aconteceu nas duas últimas provas. Fiz o procedimento corretamente, mas precisamos trabalhar nisso, porque estamos tendo dificuldades para conseguir consistência nas largadas. Ontem foi boa, hoje foi terrível.”
O piloto britânico explicou que perdeu várias posições logo no início da corrida e acabou rodando na curva Brooklands, o que comprometeu seu desempenho: “Depois disso, fiquei no fim do pelotão e éramos lentos, sem velocidade para ultrapassar. Sofremos muito no ar sujo. Depois, conseguimos andar em ar limpo e mostramos um bom ritmo, mas ainda assim não somos rápidos o suficiente”, declarou.
Por outro lado, Ocon comemorou a excelente largada, que o fez subir da 17ª para a 11ª posição ainda na primeira volta: “Foi muito bom sair de 17º para 11º. Ganhei muitas posições por fora e isso foi ótimo. Temos trabalhado bastante nas largadas e isso tem dado resultado nas últimas corridas”, acrescentou.
Problemas nos pit stops
O francês, no entanto, relatou uma perda de rendimento ao longo da prova e também foi afetado por um pit stop lento devido a um problema na roda traseira direita. Ele comentou: “Vi que poderia haver uma oportunidade com o VSC, mas ele durou apenas cinco segundos, e quando entrei nos boxes, a corrida já havia voltado à bandeira verde. Além disso, tivemos um problema na roda traseira direita, o que tornou a parada muito longa.”
Apesar das dificuldades, Ocon destacou que o carro apresentou um comportamento melhor em comparação com as provas anteriores, sem os problemas de degradação de pneus que haviam sido enfrentados anteriormente, embora ainda falte velocidade para lutar por pontos.
Avaliação da equipe
Komatsu avaliou que a Haas conseguiu extrair o máximo do equipamento disponível em Silverstone: “Os últimos dois dias foram desafiadores, mas houve muitos aspectos positivos na forma como nos comunicamos e trabalhamos. Tentamos avançar no pelotão, mas o carro simplesmente não era rápido o suficiente. Acredito que os pilotos e a equipe de engenharia tiraram tudo o que podiam dele”, finalizou.
O dirigente reconheceu que houve problemas nos pit stops, mas ressaltou que a equipe deve transformar cada dificuldade em uma oportunidade de evolução. Ele demonstrou confiança de que, com um carro mais competitivo, o trabalho realizado permitirá resultados melhores no futuro.