Pierre Gasly defende seu terceiro lugar no GP de Mônaco
Pierre Gasly afirmou que considera legítimo o terceiro lugar que conquistou no Grande Prêmio de Mônaco da Fórmula 1. Essa posição foi restabelecida após a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) reverter as penalidades que haviam alterado seu resultado. O piloto da equipe Alpine destacou que sua equipe foi penalizada por uma infração que, de acordo com os dados analisados posteriormente, nunca ocorreu.
Reação à decisão da FIA
A decisão da FIA para reintegrar Gasly à terceira posição foi anunciada dias após a corrida. No entanto, essa medida gerou descontentamento entre outros pilotos e equipes que também foram afetados pelas punições aplicadas durante a prova. Dentre os insatisfeitos, está o piloto Oscar Piastri, que cumpriu sua penalidade enquanto a corrida ainda estava em andamento. Se não tivesse recebido a punição, Piastri teria terminado a corrida à frente de Gasly.
Punições durante a corrida
Durante a corrida nas ruas de Monte Carlo, Gasly cruzou a linha de chegada em terceiro lugar. Contudo, ele recebeu duas punições por suposto excesso de velocidade no pit lane, o que resultou em dez segundos a mais em seu tempo final, fazendo com que ele caísse para a sétima posição. Consequentemente, Isack Hadjar herdou provisoriamente o lugar no pódio.
Após o processo de Direito de Revisão solicitado pela Alpine, a FIA concluiu que as penalidades impostas a Gasly não deveriam ter sido aplicadas. Apesar dessa reavaliação, Gasly optou por não comentar diretamente as situações de Piastri e George Russell, que também receberam punições durante a corrida. Segundo ele, não há informações suficientes para realizar uma comparação adequada entre os casos.
Declarações de Gasly
“Vou apenas esclarecer uma coisa. Eu sei o que fizemos. Sei que estávamos a 59 km/h no pit lane e fomos acusados de passar dos 60 km/h, o que não aconteceu. Não acho correto ser punido por algo que não fizemos, apenas porque outras pessoas também foram penalizadas”, declarou Gasly.
O piloto francês também enfatizou que não tinha conhecimento sobre os dados dos outros pilotos envolvidos nas punições. “Eu realmente não sei se Oscar ou George excederam a velocidade ou não. Não vi os dados deles. Não sei se foi o mesmo problema que tivemos. Com base nisso, não posso comentar. Obviamente, se eles não cometeram nenhuma infração, é uma pena. Eles acabaram prejudicados, e eu não sou a favor disso”, completou.
Decisão da Alpine
Gasly explicou que a Alpine decidiu não realizar uma nova parada para cumprir a punição durante a corrida, o que possibilitou a solicitação do Direito de Revisão posteriormente. “Sabíamos que não tínhamos feito nada errado e que iríamos contestar. No fim das contas, pelo bem do esporte, mérito da FIA e da Fórmula 1. Quando houve um erro, eles assumiram a responsabilidade e fizeram a coisa certa ao reverter a decisão, porque não tínhamos feito nada errado”, acrescentou.
Troféu e possíveis novos desdobramentos
Embora tenha recuperado oficialmente o terceiro lugar na classificação, Gasly ainda aguarda a entrega do troféu correspondente ao resultado obtido em Mônaco. O troféu foi inicialmente entregue a Hadjar, e a expectativa é que a Red Bull Racing organize a transferência do prêmio para o piloto da Alpine em uma data futura. Entretanto, a situação pode sofrer alterações, uma vez que tanto a Red Bull quanto a McLaren manifestaram a intenção de recorrer da decisão que devolveu o pódio a Gasly. Caso o processo avance, o Tribunal Internacional de Apelação poderá reavaliar o caso e até mesmo invalidar a decisão dos comissários.