Decisões dos Comissários da FIA
Os comissários da FIA divulgaram os motivos por trás das decisões que envolveram os pilotos Max Verstappen e Carlos Sainz após a primeira sessão de treinos livres (TL1) do Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1. Ambos os pilotos foram investigados devido a um incidente ocorrido na curva 12, mas apenas o piloto espanhol recebeu uma advertência. Verstappen, por sua vez, foi absolvido, assim como Sainz em uma segunda investigação que aconteceu posteriormente durante a mesma sessão.
O Incidente na Curva 12
O incidente ocorreu quando Verstappen estava iniciando uma volta rápida e encontrou Sainz na trajetória ideal da pista. Pelo rádio, o piloto da Red Bull expressou sua insatisfação, alegando que o espanhol o bloqueou e ainda freou de maneira inesperada, o que o obrigou a desviar para evitar uma colisão. Em resposta, Sainz explicou que enfrentou um problema de comunicação em seu rádio, o que o impediu de receber os alertas da equipe sobre a aproximação do piloto holandês.
Análise dos Comissários
Na análise realizada pelos comissários, foi considerado que Sainz estava na trajetória da pista antes da curva 12 e que reduziu a velocidade com o objetivo de aquecer os freios, enquanto Verstappen estava em volta rápida. A equipe Williams informou que o engenheiro havia alertado diversas vezes sobre a aproximação do rival, mas um cabo do rádio do espanhol havia se soltado, o que dificultou a comunicação.
Apesar de aceitarem a justificativa apresentada por Sainz, os comissários concluíram que ele não deveria ter realizado o procedimento de aquecimento dos freios na trajetória ideal sem a devida comunicação com a equipe. Como resultado, determinaram que ele interferiu na passagem de Verstappen. Considerando que o incidente ocorreu durante uma sessão de treinos e que, segundo a avaliação dos comissários, não colocou o piloto da Red Bull em risco real, a punição aplicada foi limitada a uma advertência.
Reação de Verstappen
Após evitar o contato, Verstappen freou bruscamente na curva 12 e fez gestos que demonstraram sua irritação com a situação. Essa manobra levou à abertura de uma investigação sobre uma possível pilotagem errática. No entanto, os comissários decidiram não aplicar qualquer sanção. Eles avaliaram que o holandês precisou sair da trajetória para evitar a colisão com Sainz antes de reduzir a velocidade. Destacaram ainda que o próprio piloto da Williams afirmou não ter sido prejudicado pela reação do adversário e que nenhum outro competidor foi afetado pelo incidente.
Segunda Investigação de Sainz
Carlos Sainz foi novamente convocado pelos comissários para uma segunda investigação, que desta vez se referia a um episódio ocorrido na curva 9. Após realizar uma ultrapassagem sobre o piloto Gabriel Bortoleto, Sainz reduziu significativamente a velocidade, o que levou a uma nova investigação por possível pilotagem errática.
Defesa de Sainz
Em sua defesa, Sainz alegou que sua volta rápida já havia sido comprometida antes da curva 9 devido à manobra de Bortoleto. Ele explicou que, após contornar a curva pela trajetória normal, decidiu abortar a tentativa de volta rápida. Os comissários aceitaram essa explicação e concluíram que não houve indícios de pilotagem errática, encerrando assim essa investigação sem aplicar qualquer punição.