Confirmadas cinco zonas de aerodinâmica ativa para o GP da Bélgica de Fórmula 1
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) confirmou que o circuito de Spa-Francorchamps contará com cinco zonas de Modo Reta (SM) durante a realização do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 de 2026, que ocorrerá entre os dias 17 e 19 de julho. Este número de zonas é o maior da temporada até o momento, empatando com a etapa de abertura, realizada na Austrália.
Novidades nas zonas de aerodinâmica
Uma das principais inovações para esta edição será a liberação da aerodinâmica ativa na aproximação da conhecida curva Eau Rouge. O sistema poderá ser utilizado na descida entre La Source e Eau Rouge, porém continuará proibido na própria sequência de curvas Eau Rouge/Raidillon.
Essa decisão marca o retorno das asas móveis neste trecho após um hiato de 14 anos. O uso livre do DRS (Drag Reduction System) durante os treinos livres e na classificação havia sido proibido antes de 2013 devido a preocupações com a segurança, uma vez que pilotos estavam assumindo riscos excessivos para ganhar tempo em volta.
Funcionamento da aerodinâmica ativa
A aerodinâmica ativa substituirá o DRS na temporada de 2026 e permitirá que os pilotos ajustem as asas dianteira e traseira conforme as características de cada parte do circuito. No modo de reta, o sistema é projetado para reduzir o arrasto, aumentando assim a velocidade do carro. Por outro lado, nas curvas, o veículo retorna a uma configuração que oferece maior carga aerodinâmica.
Detalhamento das zonas de Modo Reta
No circuito de Spa-Francorchamps, as zonas de Modo Reta serão distribuídas da seguinte forma:
- Primeira zona: localizada na reta principal.
- Segunda zona: situada entre La Source e Eau Rouge.
- Terceira zona: localizada na reta Kemmel, após a sequência de curvas Eau Rouge/Raidillon, em direção a Les Combes.
- Quarta zona: posicionada na saída de Stavelot, antes da aproximação de Blanchimont.
- Quinta zona: disponível após a curva Blanchimont, estendendo-se até a chicane Bus Stop.
Além do Modo Reta, o Modo Ultrapassagem, que é um sistema semelhante ao DRS, também estará disponível na reta principal. Este sistema oferece um aumento de potência quando o piloto está a menos de um segundo do carro à frente.
Desafios para a nova unidade de potência
Além do desafio representado pela aerodinâmica, Spa-Francorchamps deve se mostrar uma das pistas mais exigentes para a nova unidade de potência da Fórmula 1. Fernando Alonso, piloto da equipe Aston Martin, destacou as dificuldades que os pilotos enfrentarão no gerenciamento de energia durante a etapa belga. Ele comentou: “Silverstone e Spa são circuitos que consomem muita energia, e você não pode implantar em todas as retas. [Em Spa], vai ser a mesma coisa. Se você implantar energia em Spa da Curva 1 até a 5, acabou para o resto da volta. Você precisa economizar um pouco ali para ter implantação da [Curva] 14 [Stavelot] até a Bus Stop.”
Alonso continuou explicando a complexidade da gestão da potência, afirmando: “Mas se você implantar nessas duas retas, o que é a implantação ideal, então você fica com um Setor 2 de um minuto inteiro sem nenhuma implantação. E sem nenhuma implantação, não podemos esquecer que este ano temos significativamente menos potência do que no ano passado e menos potência do que a F2. Esse é o caso quando você corta a implantação. É um desafio.”
O bicampeão mundial finalizou destacando a importância de uma gestão cuidadosa da energia ao longo do circuito.