Gestão de Energia nos Carros de Fórmula 1 de 2026
O piloto da Haas, Oliver Bearman, descreveu a gestão de energia necessária para os carros de Fórmula 1 de 2026 como “irritante” e “triste”. Esteban Ocon, seu colega de equipe, explicou que a nova tecnologia exige que os pilotos levantem o pé do acelerador precocemente nas retas.
Novos Motores e Modos de Potência
A Fórmula 1 está introduzindo novas unidades de potência que apresentam uma divisão quase igual entre energia de combustão e energia elétrica. Além disso, haverá modos extras de potência, como o Overtake Mode (que funciona de forma semelhante ao DRS) e o Boost Mode (que pode ser utilizado em qualquer parte da pista).
Ênfase na Gestão de Energia
Um aspecto crucial é o maior foco na gestão de energia, uma vez que os carros são capazes de recuperar energia durante a desaceleração. Isso significa que os pilotos precisarão levantar o pé do acelerador ou até reduzir a marcha antes do ponto de frenagem, mesmo durante as sessões de qualificação. Essa estratégia pode resultar em uma falta de energia elétrica em retas mais longas, um fenômeno conhecido como “clipping”.
Bearman comentou: “O que é irritante definitivamente é a gestão de energia, o clipping e todas essas coisas. É definitivamente mais do que estamos acostumados, mas isso é esperado, considerando a dependência da eletricidade em comparação à geração anterior. Era previsível, mas sentir isso na prática pela primeira vez é um pouco triste. É uma daquelas coisas.”
Levantar e Desacelerar
Levantando o pé do acelerador e desacelerando pode parecer contra-intuitivo para os pilotos, especialmente durante as qualificações. Embora não seja uma prática nova em corridas, Ocon não vê isso de forma tão negativa quanto seu jovem companheiro de equipe.
Ele afirmou: “Nas voltas de qualificação, estamos fazendo esse tipo de levantamento e desaceleração. É algo bastante novo. Mas, honestamente, no simulador, levei apenas uma volta para me acostumar. Agora, é até estranho não fazer isso.”
A Nova Dinâmica da Pilotagem
Ocon explicou que essa nova abordagem faz sentido em relação ao carro. Ele disse: “Se você mantiver o acelerador totalmente pressionado, basicamente estará perdendo muito tempo, é como se estivesse puxando o freio de mão no final da reta. Se você levantar e desacelerar, a perda não é tão significativa. Portanto, você sente que está mais rápido ao levantar o pé. Assim, parece bastante natural porque estamos dirigindo mais rápido.”
Ele acrescentou: “Obviamente, é muito diferente do normal, mas eu senti que isso foi bastante natural no final – claro, em Barcelona, vamos ver em outra pista.”
Vantagens dos Novos Motores
Ainda assim, as novas unidades de potência apresentam vantagens. Ocon ficou impressionado com a aceleração e a velocidade máxima da nova maquinaria, que são impulsionadas pela entrega elétrica e pela redução do arrasto.
Testes em Barcelona
Quando questionado pela Motorsport sobre o que mais o surpreendeu nos testes em Barcelona, Ocon respondeu: “A forma como a velocidade aumenta nas retas. Eu nunca pensei que chegaria a 350 km/h tão rápido. Tivemos uma entrega inconsistente em uma das voltas que fizemos, e eu atingi, não sei, 355 km/h na Curva 1 em Barcelona, então a frenagem foi muito diferente das voltas anteriores.”
Ele continuou: “A forma como a velocidade sobe e como você sente essa aceleração é algo insano, honestamente. É algo que nunca senti na Fórmula 1 ou em nenhum carro que dirigi antes disso. Isso foi definitivamente louco. A aceleração e a potência na saída também são instantâneas, muito mais do que já experimentei. Então, acho que essas foram as coisas que mais me surpreenderam.”