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Ex-Ferrari justifica escolha de não apoiar Hamilton em Zandvoort.

por Lucas Andrade
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Ex-Ferrari justifica escolha de não apoiar Hamilton em Zandvoort.

Pressão sobre a Ferrari no GP da Itália

A Ferrari se apresenta no Grande Prêmio da Itália, que faz parte da temporada 2026 da Fórmula 1, sob pressão devido ao debate sobre uma possível preferência entre os pilotos Lewis Hamilton e Charles Leclerc. Após a realização da etapa na Holanda, em Zandvoort, a decisão da equipe de não utilizar ordens de equipe gerou divisões de opinião entre os especialistas Luigi Mazzola e Timo Glock.

Opinião de Luigi Mazzola

Luigi Mazzola, que atuou como engenheiro da Ferrari de 1988 a 2009 e fez parte da equipe durante a era de sucesso de Michael Schumacher, defendeu a postura adotada pela escuderia. Em declarações à Sky Italia, Mazzola destacou que Hamilton se encontra 59 pontos atrás do líder do campeonato, Kimi Antonelli, que está empatado em pontos com George Russell. Ele argumentou que, neste momento, não há razões suficientes para que a Ferrari estabeleça uma hierarquia clara entre seus pilotos.

Mazzola enfatizou que qualquer decisão que favorecesse um dos pilotos poderia prejudicar a performance do outro e, consequentemente, "mataria" a disputa entre eles. Para ele, enquanto Hamilton não estiver efetivamente na briga pelo título de Campeão de Pilotos, favorecer um dos dois seria um erro estratégico.

Análise de Timo Glock

Por outro lado, Timo Glock, ex-piloto de Fórmula 1, expressou uma visão diferente sobre a situação da Ferrari. Ele avaliou que a equipe perdeu uma oportunidade valiosa em Zandvoort. Em sua análise à Sky Deutschland, Glock comentou: "Sempre tem um porém com a Ferrari. Desta vez, foi a execução da estratégia perfeita que eles não conseguiram realizar."

O ex-piloto criticou especificamente o tempo que Charles Leclerc permaneceu à frente de Hamilton durante a corrida. Glock afirmou: "A Ferrari deu uma aula de como não fazer as coisas com Charles Leclerc e Lewis Hamilton. Leclerc segurou Hamilton por dois ou três voltas a mais do que deveria. Se tivessem deixado Lewis passar antes, eles poderiam até ter terminado à frente de Kimi Antonelli."

Perspectivas para o Campeonato

Além de suas críticas à estratégia da equipe em Zandvoort, Glock também sugeriu que a Ferrari deve considerar sua posição na disputa pelo título de forma mais proativa. Ele argumentou que, se a equipe deseja ter uma influência significativa no Campeonato Mundial, é fundamental que busquem colocar Hamilton em uma posição onde ele possa perder o menor número de pontos possível para Antonelli ou, em uma situação ideal, ganhar pontos.

Assim, a dinâmica entre os pilotos da Ferrari e a estratégia da equipe se tornam temas centrais enquanto se aproxima o GP da Itália, onde a pressão por resultados e decisões estratégicas se intensifica.

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