Desempenho da Aprilia em Relação à Ducati
Jorge Martin reconheceu que a Aprilia está em desvantagem em relação à Ducati ao se aproximar do Grande Prêmio do Brasil. Ele previu que será “impossível” acompanhar a Desmosedici se as condições permanecerem inalteradas.
Contexto da Corrida
O campeão mundial de MotoGP de 2024 fez esse comentário após a corrida sprint de sábado em Goiânia, onde o atual campeão, Marc Marquez, liderou um resultado 1-2 para a Ducati, seguido por Fabio di Giannantonio. A participação da Aprilia foi liderada por um emotivo Martin, que terminou em terceiro, enquanto seu companheiro de equipe, Marco Bezzecchi, e Ai Ogura, da Trackhouse, terminaram em quarto e quinto lugares, respectivamente. O único piloto da Aprilia que teve dificuldades no sábado foi Raul Fernandez, que não conseguiu avançar do Q1 e terminou fora dos pontos, em 16º lugar.
Comparação de Desempenho
Embora a marca baseada em Noale tenha dominado o Grande Prêmio de abertura da temporada na Tailândia, com uma classificação de 1-3-4-5, Martin acredita que a balança voltou a pender a favor da Ducati na primeira visita da MotoGP ao Brasil em mais de duas décadas.
“Você diz que é uma pista da Aprilia, mas temos um 1-2 da Ducati,” comentou Martin à TNT Sports. “Estamos a um passo deles. Estou confiante. Aqui, é mais sobre quão rápido os pilotos conseguem se adaptar às condições. Hoje foi realmente diferente de outras práticas, então espero melhorar para a corrida.”
Qualificações e Desempenho na Sprint
Martin qualificou-se em quinto, após uma queda no final do Q2, mas conseguiu subir para a terceira posição na corrida sprint, ultrapassando Fabio Quartararo, da Yamaha, e Bezzecchi, que perdeu tempo devido a um erro na sexta volta. No entanto, quando o espanhol conseguiu se posicionar no pódio, já era difícil reduzir a distância para os líderes, e ele acabou finalizando a sprint a 3,6 segundos de Marquez.
Análise do Intervalo de Tempo
Comentando sobre a diferença entre as duas marcas italianas na coletiva de imprensa pós-corrida, Martin disse: “Quando ultrapassei o Marco, já estava 2,5 segundos atrás. Então, perdi mais meio segundo em 10 voltas. Portanto, [o déficit] não é tão grande.”
“Eu acho que [esperamos] começar um pouco melhor amanhã. Aqui, é difícil ultrapassar. Com certeza, ambas as motos são muito rápidas. Na Tailândia, fomos melhores, e agora parece que eles estão um pouco melhores. Então precisamos melhorar um pouco para amanhã, porque eles estão um pouco mais rápidos e, por enquanto, em 31 voltas, é impossível segui-los.”
Informações sobre os Pneus
Para o Brasil, a Michelin trouxe dois pneus traseiros mais rígidos que são idênticos aos utilizados na corrida da Áustria no ano passado, enquanto apenas o pneu traseiro duro corresponde à especificação da Tailândia — um composto com o qual a Ducati teve dificuldades.
Para as próximas corridas, a Michelin deve retornar às construções padrão de pneus tanto na parte dianteira quanto na traseira. Marquez alertou contra tirar conclusões a partir de um único final de semana, apontando para a situação única dos pneus no Brasil.
Considerações de Marquez
“Você não pode avaliar o nível de um piloto ou o nível da moto em uma corrida,” declarou o piloto da Ducati. “É necessário considerar cinco corridas e, então, tentar entender onde estamos. O fato é que apenas aqui mudamos a construção do pneu, a moto está funcionando de uma maneira diferente e não é a construção que teremos durante o restante da temporada. Portanto, em Austin, teremos outra construção.”
“Assim, o mais importante para mim, em uma competição, é estar lá [na frente]. E é isso que estou tentando fazer. Em condições de chuva, estar lá; em condições úmidas, estar lá; em circuitos novos, estar lá.”