Marcin Budkowski assume a liderança da Cadillac na Fórmula 1
Substituição de Graeme Lowdon
Marcin Budkowski foi nomeado como o novo chefe da Cadillac na Fórmula 1, assumindo a posição anteriormente ocupada por Graeme Lowdon. Lowdon, que começou a temporada de 2026 como líder da equipe americana e foi um dos responsáveis pelo lançamento da formação, foi demitido pelo CEO Dan Towriss no dia 12 de agosto. Com a saída de Lowdon, Budkowski, ex-chefe técnico da Alpine, assumiu o comando da equipe.
Desempenho da equipe até o momento
Até o momento, a Cadillac não conseguiu somar pontos em nenhuma das 11 etapas realizadas da temporada, enfrentando problemas significativos relacionados à confiabilidade do carro, incluindo questões como o superaquecimento dos freios. Em resposta a esses desafios, Budkowski declarou que sua prioridade inicial será ouvir e observar as operações na fábrica para identificar as causas dos problemas enfrentados.
Estratégia inicial de Budkowski
“Minha primeira prioridade será ouvir, honestamente, ouvir e observar na fábrica, pois preciso conhecer as pessoas. Preciso entender como elas trabalham, como colaboram entre si e como os diversos indivíduos e departamentos interagem”, afirmou Budkowski. Ele também destacou que, com base em sua experiência na Fórmula 1, reconhece que, quando uma equipe enfrenta problemas de confiabilidade, como é o caso da Cadillac na primeira metade da temporada, existe um grande risco de desconexão entre as operações de pista e a fábrica. Segundo ele, essa ligação precisa ser muito sólida em qualquer equipe de Fórmula 1.
Visita à fábrica e à pista
Budkowski planeja dividir sua primeira semana entre a fábrica e a pista em Zandvoort. “Quero ver ambos os lados da equipe e como eles trabalham em conjunto. Acredito que essas serão as prioridades de curto prazo: ouvir, observar e garantir que as duas partes funcionem como uma única equipe”, explicou.
Importância da conexão entre a equipe
Ele ressaltou que, em um calendário com 24 corridas, a equipe da fábrica e a da pista não têm frequência de encontro, o que pode gerar problemas. “Quando a F1 tinha 16 corridas e equipes muito menores, as pessoas passavam bastante tempo juntas na fábrica. Hoje em dia não é mais assim, e acho que essa conexão é fundamental, especialmente a curto prazo”, enfatizou.
Análise das corridas restantes
Em relação às corridas que ainda restam na temporada, Budkowski indicou que o foco será a análise detalhada da organização, dos processos e das ferramentas disponíveis. “O que já temos, o que estamos construindo e do que precisamos. Acredito que a General Motors tem muito a oferecer, pois possui uma vasta expertise técnica e recursos que, ao que parece, ainda não foram totalmente aproveitados”, disse ele.
O potencial da equipe e desafios futuros
Budkowski também comentou sobre o curto período que a equipe teve para se estabelecer. “Estamos falando de uma equipe que teve apenas alguns meses para ser criada do zero, montar um carro de corrida e ir para a pista competir. Há muita expertise técnica nos EUA. Afinal, eles estão enviando espaçonaves a Marte. Mas acredito que ainda há muito mais a ser aproveitado do lado americano”, declarou.
Ele concluiu afirmando que, embora o processo de aproveitamento dessa expertise não seja imediato e leve tempo, seria insensato não considerar o talento e a capacidade técnica disponíveis do outro lado do Atlântico.