Will Power e a Nova Fase na Andretti Global
Will Power expressou otimismo em relação ao futuro da Andretti Global. O piloto australiano, de 44 anos, fez a transição para sua nova equipe após 17 anos com a Team Penske, período que incluiu a conquista de dois títulos na IndyCar e a vitória na edição de 2018 da Indianapolis 500. Restrições contratuais com seu antigo empregador impediram sua entrada na oficina da Andretti Global até 1º de janeiro, mas ele já teve a oportunidade de observar o suficiente para afirmar que a equipe está preparada para grandes realizações.
Equipe e Experiência
“Eles têm todos os ingredientes”, afirmou Power, que assume o carro número 26 da Honda, anteriormente pilotado por Colton Herta, que está seguindo para a Fórmula 2.
“Estando ao redor da oficina, é evidente que eles definitivamente têm todos os ingredientes. Eles têm pessoas suficientes. Contam com indivíduos muito inteligentes. O grupo que trabalha no meu carro é incrivelmente experiente”, acrescentou.
Andy Listes, que conduziu Dennis Hauger ao campeonato da Indy NXT na temporada passada, será o engenheiro de corrida de Power. Além disso, um rosto familiar, Ron Ruzewski, ex-Diretor Geral da IndyCar na Penske e estrategista de longa data de Power, também se juntou à Andretti durante a intertemporada, assumindo o cargo de principal da equipe.
Áreas de Melhoria
Power, que já contabiliza 45 vitórias em corridas e detém o recorde da série com 71 pole positions, destacou algumas áreas que podem ser aprimoradas. “Observando de fora antes de chegar lá, pensei: a Penske tem as melhores paradas de box. Eles treinam bastante e, obviamente, têm um bom treinador e assim por diante, então vejo que essa seria uma área que necessitaria de bastante atenção, e parece que isso já tem sido feito na intertemporada”, comentou.
“Melhorias em ovais curtos e pistas de rua. Eu diria que na Penske precisávamos melhorar nas pistas de rua também. Olhando para a Andretti, considero que o desempenho nas pistas de rua é o melhor do setor. Eles são um pouco irregulares nas pistas de estrada e ovais curtos, o que é bom, pois teremos um teste de dois dias no Phoenix Raceway”, complementou.
Contribuição para a Equipe
Power está ciente de que essa é uma área em que ele pode contribuir significativamente para elevar o nível do programa, ajudando também seus companheiros de equipe, Kyle Kirkwood e Marcus Ericsson. “Eu tenho uma vasta experiência com carros de ovais curtos e desenvolvendo-os ao longo dos anos com a Penske para chegar a um ponto em que éramos muito dominantes, então, para mim, estamos em uma posição muito boa”, declarou Power.
“Definitivamente, vai haver melhorias em relação ao ano passado. Já somos uma boa equipe. Tudo o que estão fazendo e já fizeram, para mim, só vai melhorar, e isso vai continuar a melhorar. Vejo a lista de coisas que estão sendo feitas lá. Só tende a melhorar.”
Power acredita que a equipe poderá se tornar a melhor nos próximos três anos. “Por isso, eu disse que acredito que a equipe será a melhor equipe nos próximos três anos”, afirmou.
Adaptação à Nova Equipe
Curiosamente, a mudança de equipe não tem se mostrado estranha para Power. “Agora que comecei a trabalhar, é apenas negócios como de costume”, disse Power. “Nem estou percebendo a diferença. Você está em uma equipe. Está tentando extrair o máximo do carro e trabalhando em estreita colaboração com os engenheiros. Você está no simulador da Honda, fazendo todas as mesmas atividades. Você não fica realmente distraído pensando: ‘O que eles estão fazendo na Penske’ ou algo assim”.
“O único aspecto difícil é que antes eu morava muito perto da oficina. Era fácil para mim ir lá e ver todos na Penske. Mas agora tenho um lugar aqui em Indianápolis, que fica aproximadamente na mesma distância ou muito perto da oficina. Então, quando estou aqui, é a mesma situação. Parece normal”, finalizou Power.