A Equipe Jordan na Fórmula 1
A equipe de Fórmula 1 Jordan é mais conhecida por seu auge nos anos 1990, quando proporcionou a Michael Schumacher sua entrada na F1 e competiu com a McLaren e a Ferrari em 1999. Embora a forma da Jordan Grand Prix tenha diminuído com a virada do milênio, a equipe ainda conseguiu uma vitória final em uma corrida no século 21, durante o caótico Grande Prêmio do Brasil, realizado há 23 anos.
Contexto e Desafios
Após os altos nos anos finais da década de 1990, período em que a Jordan conquistou três vitórias em corridas e alguns pódios, a equipe enfrentou dificuldades em 2003. O carro EJ13 era considerado um dos piores da grade da F1 e a equipe lidava com problemas relacionados a motores e finanças, tanto dentro quanto fora das pistas.
Estratégia Corajosa e Vitória Inesperada
No entanto, todas essas dificuldades foram ofuscadas em 6 de abril de 2003, quando uma ousada decisão estratégica da equipe Jordan resultou em sua quarta e última vitória em um Grande Prêmio. Giancarlo Fisichella qualificou-se em uma impressionante oitava posição para a 200ª largada da equipe, que foi adiada devido a fortes chuvas no circuito de Interlagos. Quando a corrida finalmente começou, foi sob o safety car, o que ofereceu uma oportunidade para a Jordan modificar sua estratégia. A equipe decidiu manter Fisichella e seu companheiro de equipe, Ralph Firman Jr., na pista pelo maior tempo possível, o que os colocou na parte de trás do pelotão para a relargada.
Incidentes e Mudanças na Corrida
Firman então sofreu uma falha na suspensão dianteira, enquanto Fisichella permaneceu na pista durante o próximo período de safety car e as paradas subsequentes. As condições molhadas continuaram a causar reviravoltas, com Schumacher sucumbindo à chuva e Jenson Button colidindo logo após o retorno do safety car, a partir do incidente do alemão.
Após esses incidentes, o piloto da casa, Rubens Barrichello, assumiu a liderança da corrida, ultrapassando David Coulthard da McLaren na volta 45, enquanto Fisichella ocupava a quinta posição. No entanto, Barrichello logo ficou sem combustível, o que fez com que Fisichella avançasse na classificação.
Coulthard então parou para reabastecer enquanto liderava, e Ralf Schumacher, que estava em terceiro, também se dirigiu aos boxes, promovendo Fisichella para a segunda posição. Ele subiu ainda mais na classificação quando Kimi Räikkönen cometeu um erro em sua McLaren, permitindo que o italiano assumisse a liderança — a primeira vez em mais de dois anos que um carro da Jordan liderava um Grande Prêmio.
O Final Conturbado da Corrida
Räikkönen conseguiu ultrapassar Fisichella novamente pouco antes da corrida ser interrompida com a bandeira vermelha após um grande acidente envolvendo Fernando Alonso. O finlandês foi inicialmente declarado vencedor da corrida caótica.
No entanto, a Jordan contestou o resultado e uma investigação subsequente da FIA determinou que o resultado da corrida deveria ter sido declarado ao final da volta 54 — a única volta em que Fisichella estava à frente.
Retorno ao Pódio e Legado
Essa vitória marcou o retorno da Jordan ao pódio pela primeira vez desde o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2000 e representou sua quarta e última vitória em corridas na F1. A equipe ainda conseguiu um último pódio no infame Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2005, antes de se transformar na MF1 Racing, depois Spyker, Force India, Racing Point e, finalmente, Aston Martin.
A equipe conquistou um total de seis pódios como Force India, e sua próxima vitória ocorreu para a Racing Point no Grande Prêmio de Sakhir de 2020. Sob a bandeira da Aston Martin, a equipe acumulou nove pódios, mas ainda busca retornar ao topo do pódio.