Lando Norris e Oscar Piastri no Grande Prêmio da Itália
Lando Norris terminou a corrida à frente de Oscar Piastri no Grande Prêmio da Itália, fechando a disputa pelo campeonato com uma diferença de três pontos. O piloto britânico alcançou o segundo lugar e somou 18 pontos, enquanto Piastri ficou em terceiro, conseguindo apenas 15 pontos. No entanto, a corrida foi marcada por controvérsias relacionadas a ordens de equipe no final da prova.
A equipe McLaren havia instruído Norris a permitir que Piastri fosse o primeiro a entrar nos boxes, a fim de neutralizar uma ameaça do piloto da Ferrari, Charles Leclerc, que foi o primeiro entre os líderes a realizar a parada. Quando a prioridade foi dada ao australiano, Norris enfrentou uma parada lenta nos boxes e acabou saindo em terceiro lugar. Piastri foi orientado a devolver a posição e acatou a ordem, apesar de questionar se a parada lenta fazia parte das “regras de engajamento” da McLaren.
A McLaren reconheceu que cometeu um erro e desejava corrigir a situação. Após a corrida, o jornalista Andrew Benson revelou o que o chefe da equipe, Andrea Stella, lhe disse durante o podcast BBC Chequered Flag.
Andrea Stella comenta sobre a estratégia da McLaren no Grande Prêmio da Itália
Após a corrida, Piastri mudou de perspectiva e considerou justa a decisão de inverter as posições dos carros ao discutir o assunto com a imprensa. O comentarista Karun Chandhok elogiou a postura de Piastri por não gerar polêmica indesejada na McLaren, uma vez que o erro foi cometido pela equipe mecânica. Benson compartilhou o que Stella disse quando foi questionado duas vezes sobre a estratégia da equipe.
“Eles optaram por colocar Piastri nos boxes primeiro, o que foi uma decisão não convencional. Disseram que isso era para cobrir Leclerc, mas essa justificativa é questionável, pois Leclerc estava 28,5 segundos atrás de Piastri e avançando a uma taxa de meio segundo por volta”, afirmou Benson.
“Uma parada nos boxes em Monza leva cerca de 25 segundos, então, segundo essa lógica, eles tinham sete voltas de vantagem antes que Piastri realmente estivesse sob ameaça de Leclerc. Perguntei a Andrea Stella sobre isso duas vezes, uma durante a coletiva de imprensa e outra após o término da corrida, pedindo que ele explicasse novamente. Ele disse: ‘Vamos revisar isso com a equipe de estratégia; essa decisão veio da equipe de estratégia’.”
Críticas à estratégia da McLaren em comparação com o Grande Prêmio da Hungria
A estratégia adotada em Monza foi notada como um reverso do que aconteceu no Grande Prêmio da Hungria do ano anterior, quando uma decisão de priorizar o piloto em segundo lugar em relação ao líder resultou em uma troca de posições. Contudo, essa não é a primeira vez que a McLaren é alvo de críticas por suas estratégias que favorecem um piloto em detrimento do outro em uma disputa acirrada pelo título, especialmente na Hungria, quando Norris foi instruído a permanecer na pista por mais tempo do que Piastri.
Benson comentou que pessoas dentro do paddock da F1 consideravam a decisão da McLaren injusta em relação a Piastri, visto que ele estava competindo com Leclerc pela vitória nas etapas iniciais da corrida. “Existem pessoas na área dos boxes, pessoas de destaque, que acreditam que essa foi uma decisão injusta da parte da McLaren contra Piastri e a favor de Norris”, disse Benson.
“E eles ficaram muito surpresos com essa ação, mas a McLaren foi muito firme ao afirmar: ‘Não, estamos deixando-os correr e, se eles quiserem escolher uma estratégia diferente para vencer um ao outro, tudo bem’.”
Uma combinação da lentidão de Leclerc e do tráfego acabou impedindo Piastri de conquistar a vitória, apesar de ter sido o mais rápido entre os dois pilotos da McLaren. A sorte de Norris mudaria para o lado negativo no Grande Prêmio da Holanda, quando um vazamento de óleo o forçou a abandonar a corrida, permitindo que Piastri ampliasse sua vantagem no campeonato em mais de 30 pontos.