Colton Herta e Sua Velocidade na Fórmula 1
Colton Herta afirma que a velocidade pura é a principal razão pela qual ele pode se tornar um bom piloto de Fórmula 1. O piloto, que é um dos destaques da IndyCar, fez a transição para a Fórmula 2 nesta temporada, com a perspectiva de uma vaga na equipe Cadillac, para a qual foi contratado como piloto de testes e desenvolvimento.
O Desafio da Cadillac F1
Dan Towriss, CEO da Cadillac F1, deixou claro que Herta precisa "ganhar" a possível vaga, estabelecendo como meta uma classificação entre os 10 primeiros no campeonato de F2 deste ano. Além disso, o piloto americano deverá demonstrar um desenvolvimento conforme esperado e desempenhar um bom trabalho no simulador da equipe, assim como nas sessões de Treinos Livres 1, sendo a primeira delas em Barcelona.
Convencer a equipe a dar-lhe uma oportunidade será um desafio considerável, já que o atual lineup conta com os vencedores de grandes prêmios, Sergio Perez e Valtteri Bottas. Apesar disso, Herta acredita que possui uma qualidade essencial para se destacar.
A Velocidade como Principal Qualidade
Em uma entrevista exclusiva ao Motorsport, Herta foi questionado sobre quais seriam os principais motivos que justificariam sua escolha para uma vaga na F1, caso tivesse que apresentar um PowerPoint semelhantes ao que George Russell fez. Herta refletiu sobre isso: "Provavelmente se resume a pura velocidade, certo? Isso é o mais importante, é com isso que você é contratado, e o resto vem a seguir."
Ele enfatizou: “Se você olhar para o que consegui fazer na IndyCar – em termos de velocidade, poles e assim por diante – acho que o ritmo de uma volta é provavelmente uma das minhas especialidades. Mas, no geral, você precisa ter um pouco de tudo, certo?”
Conquistas na IndyCar
Herta conseguiu um total de 16 poles na IndyCar, superando todos os pilotos da atual safra, exceto pelos veteranos Will Power, Scott Dixon e Josef Newgarden. É relevante notar que 15 dessas poles foram em circuitos de rua, que são mais comparáveis às corridas de estilo europeu do que as corridas em oval.
Dificuldades na Estreia na F2
No entanto, Herta enfrentou um início complicado na Fórmula 2 em Melbourne, onde se acidentou oito voltas após o início da única sessão de treinos livres, resultando em uma classificação em 14º lugar. Ele conseguiu terminar a corrida principal na sétima posição, marcando assim seus primeiros pontos na temporada.
Herta comentou sobre sua estreia: "Houve algumas partes boas que conseguimos manter, mas muitas partes ruins." Ele admitiu que o acidente na prática comprometeu o desempenho do fim de semana, não apenas porque estava pilotando pela primeira vez no circuito, mas também devido ao fato de ter que acompanhar muitas informações novas.
Aprendizados e Expectativas
Ele continuou: "Fiquei feliz por termos evoluído em cada corrida. Acredito que o ritmo de corrida foi muito sólido, na verdade. Mas a classificação é extremamente importante, e você precisa se qualificar entre os 10 primeiros para entrar na grelha invertida, onde é possível marcar pontos nas duas corridas. Isso é muito importante, e eu acabei me prejudicando demais, a ponto de chegarmos à classificação muito atrasados."
Herta expressou sua insatisfação com o resultado: "Foi decepcionante da minha perspectiva, mas acho que houve muito aprendizado. Não esperávamos sair ganhando logo em nosso primeiro fim de semana. Mas, sem dúvida, fiquei insatisfeito."
Próximos Desafios
Diante da curva de aprendizado que Herta tem enfrentado, especialmente com os pneus Pirelli, ele está ansioso para melhorar nas próximas 13 etapas da temporada. As duas próximas corridas ocorrerão inesperadamente na América do Norte, ao lado da Fórmula 1 em Miami e Montreal, após o cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita. A etapa canadense coincide com a corrida da Indy 500, na qual ele esperava participar, mas agora não poderá.
Para mais informações, leia a entrevista completa com Colton Herta na edição de junho da revista Autosport, que será lançada em 7 de maio.