Apelo de Vasseur
Frédéric Vasseur, chefe da equipe Ferrari, fez um apelo à mídia para que moderasse as especulações sobre a possível troca de engenheiro de corrida de Lewis Hamilton para a temporada de 2026 da Fórmula 1. Vasseur destacou que o engenheiro de corrida não é o foco central de uma equipe do pelotão, sublinhando a complexidade e a dinâmica das relações dentro do esporte.
Relação tumultuada
A relação entre o piloto, que é sete vezes campeão mundial, e o engenheiro Riccardo Adami, durante a temporada de 2025, foi marcada por diversas polêmicas. O clima entre os dois envolveu trocas de alfinetadas durante as corridas e até mesmo momentos de silêncio no rádio quando Hamilton solicitava informações importantes. Essas situações evidenciaram que a dupla não conseguiu estabelecer uma comunicação eficiente, o que afetou o desempenho e a harmonia da equipe.
Diante dessa situação, a escuderia de Maranello decidiu afastar Adami de sua função como engenheiro de corrida de Hamilton, realocando-o para outras funções internas dentro da organização. Enquanto isso, Hamilton deverá trabalhar com um novo engenheiro, Santi, nas primeiras corridas desta nova temporada, mas está previsto que ao longo do campeonato ocorrerá mais uma mudança em sua equipe de engenheiros.
Pedido à imprensa
Em seu apelo, Vasseur solicitou que a imprensa não atribuísse tanto peso às especulações envolvendo a troca de engenheiros. "Por favor, parem com essa história", pediu o dirigente francês, enfatizando a natureza dinâmica das equipes de Fórmula 1.
Ele observou que, ao se visitar um paddock com 22 carros, é comum ver cerca de seis ou sete novos engenheiros sendo contratados a cada ano, assim como acontece com os chefes de equipe. Vasseur se posicionou como um dos mais experientes neste contexto, comparando sua longevidade no cargo com a de Toto Wolff, chefe da equipe Mercedes.
Estrutura da equipe
O chefe da Ferrari continuou a enfatizar que a troca de engenheiros não representa necessariamente o colapso de uma equipe. "Você está trocando três ou quatro chefes por ano e isso não significa o fim do time", afirmou. Ele destacou que a estrutura da equipe Ferrari atualmente conta com aproximadamente 1.500 pessoas, ressaltando que a dinâmica de uma equipe não gira em torno de um único engenheiro de corrida.
Vasseur encerrou seu raciocínio destacando a importância do coletivo e a complexidade das operações dentro de uma equipe de Fórmula 1, que envolve uma série de profissionais e não apenas o engenheiro de corrida.