Críticas ao Regulamento da Fórmula 1
Martin Brundle, comentarista da Sky Sports, voltou a expressar sua insatisfação em relação ao atual regulamento da Fórmula 1. Ele defendeu que o conceito utilizado pela categoria deve ser abandonado com a maior brevidade possível. Segundo Brundle, as regras em vigor têm prejudicado o espetáculo, especialmente em circuitos de alta velocidade como Silverstone e Spa-Francorchamps.
Efeito Ioiô e Superclipping
As críticas de Brundle ganharam força nas últimas semanas, especialmente devido ao retorno do chamado “efeito ioiô” nas disputas entre os pilotos, além do fenômeno conhecido como superclipping. Essa situação ocorre quando os pilotos precisam administrar o uso da bateria de seus carros, o que resulta na redução da velocidade em trechos que tradicionalmente eram percorridos com o acelerador totalmente acionado. Um exemplo disso ocorreu na Bélgica, onde foi possível perceber, por meio das comunicações via rádio, que os pilotos aliviavam o pé do acelerador até mesmo na famosa curva Eau Rouge, a fim de recuperar energia. Esse comportamento também foi observado nas curvas Maggots e Becketts, em Silverstone.
Opinião de Martin Brundle
“Acho que todos nós ainda estamos tentando entender isso, para ser sincero. Estou até um pouco triste, porque perdemos todas aquelas grandes curvas de Silverstone e agora chegamos a Spa com a mesma situação. Esses novos regulamentos nos prejudicam nos circuitos de alta velocidade”, declarou Brundle à Sky Sports F1 antes da corrida.
Apesar do grande número de ultrapassagens observadas nas duas etapas, muitas delas ocorreram devido à diferença no uso da bateria entre os carros. As posições mudavam repetidamente conforme cada piloto alternava o momento de utilizar sua carga elétrica.
Mudanças Previstas e Futuras Soluções
Brundle reconheceu que já estão previstas mudanças para reduzir esse efeito nas próximas temporadas, mas acredita que a solução definitiva será a eliminação desse conceito de regulamento. “Estamos fazendo algo para 2027 e 2028, e precisamos nos livrar desse conceito o mais rápido possível, em 2030 ou 2031. Tirando isso, é o que temos hoje e, quando estou na pista em uma sexta-feira, eles parecem incrivelmente rápidos. E quando estão lado a lado, brigando por posição, é muito divertido assistir. Mas, por enquanto, eles precisam dominar toda essa complexidade, e ela é enorme”, concluiu Brundle.