Decisão da NASCAR sobre Austin Dillon
No podcast oficial Hauler Talk da NASCAR, Amanda Ellis, Diretora Sênior de Comunicações de Corrida, detalhou a decisão da entidade sancionadora de não penalizar Austin Dillon após o que Brad Keselowski e o spotter TJ Majors consideraram uma retaliação intencional ocorrida no domingo no Nashville Superspeedway.
Contexto do Incidente
A situação teve início na volta 145, quando Dillon foi girado em decorrência de uma cadeia de eventos. Durante a entrada nos boxes, ocorreu um engarrafamento, e ao descer pela reta frontal, Keselowski se posicionou na parte baixa da pista, fazendo com que Dillon perdesse o controle e girasse devido ao contato com o carro de Keselowski.
Dillon responsabilizou Keselowski pelo incidente em tempo real.
O Acidente Posterior
Quarenta e sete voltas depois, houve um novo engarrafamento durante uma relargada, e Dillon seguiu Keselowski pela pista. Dillon acabou colidindo com Keselowski, resultando em um acidente. Majors informou a Keselowski que acreditava que a colisão foi uma retaliação intencional, e Keselowski também manifestou a mesma convicção.
“Eu sentia que acabamos de fazer os ajustes necessários no carro para sermos competitivos… e é bem claro que ele me derrubou intencionalmente após ver a reprise”, declarou Keselowski durante a transmissão do Prime Video. “Portanto, o que vai, volta.”
Análise da NASCAR
Os oficiais da NASCAR analisaram a situação, mas não encontraram elementos que levantassem suspeitas. Ellis informou que o estrategista de competição da NASCAR, Scott Miller, revisou todos os dados do SMT e as transmissões de rádio.
“Quando aquele incidente ocorreu, você realmente presta atenção no que aconteceu na pista”, disse Ellis. “Na verdade, temos a capacidade…”
Miller coletou todos os dados relacionados ao incidente e rapidamente ficou claro que Austin estava fora do acelerador no momento do acidente, e ambos os pilotos estavam nessa condição. A colisão foi resultado de um contato na pista, mas a análise inicial indicou que não havia evidências de que Dillon estivesse acelerando naquele momento.
“Para sua informação, a TV também fez esse julgamento e não acreditou que foi um evento intencional, embora houvesse uma diferença de opinião sobre a corrida. Nós consideramos que foi mais um incidente de corrida na opinião da NASCAR”, acrescentou Ellis.
Ela se referiu aos analistas da transmissão, Dale Earnhardt Jr. e Steve Letarte, que não perceberam nada que indicasse uma ação intencional.
Opinião do Spotter
Na terça-feira, Majors permaneceu firme em sua convicção de que a colisão foi proposital e expressou essa opinião durante uma conversa com Dale Earnhardt Jr., co-apresentador do podcast Dale Jr. Download.
“Só de assistir, para mim, ele estava apenas seguindo Keselowski. No final da curva, ele parecia estar dizendo: ‘Oh, eu vou para onde ele vai.’ Ele estava o procurando”, comentou Majors.
Earnhardt, por sua vez, não estava tão convencido. “Na minha opinião, ele tentou te derrubar de propósito? Eu não acho. Ele se importou que você se acidentou? Não, mas eu não acho que, considerando tudo o que eles passaram nas últimas semanas, eles queiram estar lá derrubando pessoas”, afirmou Earnhardt Jr.
Reflexão sobre o Comportamento na Pista
O que Majors gostaria que Dillon tivesse feito? “Eu teria levantado o pé. Para mim, ele estava apenas seguindo Brad o tempo todo”, afirmou Majors. Ambos estavam fora do acelerador, e Dillon reduziu de 100% de aceleração para 17% no momento da colisão.
“Eu acho que todo mundo estava desacelerando. Eu não acho que ele tenha dirigido em você de propósito”, disse Earnhardt. “Ele vê (Noah Gragson) deslizar pela pista, e ele está se posicionando da mesma forma que você.”