Desempenho da Aston Martin na Temporada de Fórmula 1 de 2026
Lance Stroll acredita que ele e Fernando Alonso foram deixados em seu “próprio campeonato da Aston Martin” após um início insatisfatório na campanha de Fórmula 1 de 2026. A equipe, baseada em Silverstone, ocupa a última posição na classificação geral após três corridas, enfrentando uma infinidade de problemas que vão desde o chassi até a unidade de potência, tudo isso em meio a uma estrutura de gestão em constante mudança.
Problemas com a Unidade de Potência
As dificuldades enfrentadas com a unidade de potência da Honda têm sido as mais comentadas, uma vez que vibrações excessivas do motor resultaram em várias falhas na bateria e limitaram a quilometragem na pista para a Aston Martin. No Grande Prêmio do Japão, realizado no último domingo, por exemplo, Stroll abandonou a corrida após 30 voltas devido a um problema de pressão da água, embora tenha se divertido até aquele momento, mesmo enfrentando desafios em uma batalha com seu companheiro de equipe na parte de trás do grid.
A Luta na Corrida
Essa disputa incluiu Stroll ultrapassando Alonso no início da corrida, além de conseguir ultrapassar Valtteri Bottas, da Cadillac, através de uma troca de pneus durante o safety car na volta 23. No entanto, isso teve pouca importância no contexto geral da corrida. Quando questionado sobre como resumiria a competição, Stroll comentou à F1 TV: “Não foi ótimo, mas eu estava me divertindo em uma corrida com Fernando no nosso pequeno campeonato, nosso próprio campeonato da Aston Martin. Eu estava gostando da corrida, mesmo que estivéssemos lentos e lutando pelas últimas posições. Suzuka é sempre uma pista agradável para pilotar, então eu estava aproveitando minhas voltas lá e é uma pena que não conseguimos chegar até o final.”
Desafios Adicionais e Percepções de Alonso
Stroll relatou que os problemas de vibração foram “não ótimos” e admitiu que teve dificuldades em identificar qualquer progresso que seu carro, o AMR26, tenha feito desde a corrida de abertura em Melbourne. Por outro lado, Fernando Alonso demonstrou um otimismo um pouco maior, já que completou a corrida no Japão, algo que não ocorrera anteriormente neste ano. Ele havia finalizado apenas 21 voltas na Austrália e se retirado após 32 voltas na semana seguinte, em Xangai.
Alonso afirmou: “Chegamos à Austrália 100% certos de que não conseguiríamos terminar a corrida. Na semana seguinte, na China, estávamos 95% convencidos de que não conseguiríamos finalizar a corrida e agora, na terceira corrida, conseguimos terminar.” Ele acrescentou: “Não é o ritmo que queremos, mas há algum progresso e trabalho na equipe para continuar melhorando. Portanto, sim, esperamos que este seja o primeiro passo para motivar ambas as fábricas a continuar avançando.”
Situação das Vibrações e Compromisso com a Honda
Alonso ainda destacou que as vibrações estavam “mais controláveis” no Japão, mas ele está tentando aproveitar qualquer pequena vitória que puder, especialmente considerando que Suzuka é a corrida da Honda em casa. “Eu sei que eles estão trabalhando muito duro,” afirmou. “Desde a Austrália, estamos conversando constantemente e sei que esta foi uma corrida especial para a Honda aqui e queríamos entregar o melhor. O melhor, infelizmente, foi apenas terminar a corrida. Mas eu acho que é algo que já mostra que estamos comprometidos em ajudá-los e em estar perto deles. É difícil para todos, mas somos uma equipe e vamos melhorar juntos.”
Conclusão
A Aston Martin está enfrentando um período desafiador na temporada de 2026 da Fórmula 1, com dificuldades constantes relacionadas à unidade de potência e uma gestão em mudança. Stroll e Alonso, apesar das dificuldades, continuam a buscar maneiras de se divertir na pista e encorajar melhorias, tanto na equipe quanto na unidade fornecida pela Honda.