Explicação sobre a Aposentadoria de Carlos Sainz no Grande Prêmio do México
O chefe da equipe Williams, James Vowles, forneceu uma explicação detalhada sobre a aposentadoria do piloto Carlos Sainz durante o Grande Prêmio do México. Após sofrer danos na parte frontal esquerda do carro devido a um incidente caótico na largada da corrida, o piloto espanhol enfrentou problemas com sensores danificados, vibrações e degradação dos pneus antes de colidir com o muro na parte traseira do carro. Embora não tenha havido danos significativos no modelo FW47, Sainz decidiu se retirar da corrida.
Incidente na Primeira Curva
Vowles detalhou que o que ocorreu com Carlos Sainz foi diretamente relacionado ao incidente na primeira curva, onde três carros se encontraram em um espaço que mal comportava um ou dois veículos. Os pilotos Fernando Alonso, Carlos Sainz e Liam Lawson estavam envolvidos nessa situação, o que resultou em danos na parte frontal esquerda do carro de Sainz. "No final, observamos que um protetor de roda estava quebrado, mas o que percebemos foi uma vibração que só aumentava, e todos os sensores nas partes dianteira esquerda e direita começaram a falhar", explicou Vowles durante o programa The Vowles Verdict.
Problemas com Sensores e Controle do Carro
De acordo com Vowles, a falha nos sensores teve um impacto direto nos sistemas de controle do carro, que dependem de informações precisas dos quatro sensores de velocidade das rodas. "Um dos impactos foi o limite de velocidade no pit lane, onde excedemos em 0,2 km/h o limite permitido", detalhou. Ele ressaltou que, em circunstâncias normais, a equipe ajusta a velocidade para ficar em torno de 79,8 ou 79,9 km/h, enquanto o limite é de 80 km/h.
Os sensores de velocidade dianteiros falharam completamente após a colisão no início da corrida, o que é considerado incomum, especialmente para o sensor da roda dianteira direita. A vibração intensa deteriorou toda a eletrônica do eixo dianteiro. "O resultado disso foi que dependemos da medição de velocidade no eixo traseiro, que deveria ser suficiente, mas havia muito deslizamento, já que uma quantidade significativa de potência é transmitida para os pneus traseiros, fazendo com que eles girassem além da velocidade normal", explicou Vowles.
Penalidades e Consequências
Durante a corrida, além dos problemas técnicos, Sainz também recebeu uma penalidade de cinco segundos por excesso de velocidade no pit lane, seguida de uma penalidade de passagem pelo pit lane pela mesma infração. Vowles explicou a razão para essas penalidades. "Na primeira vez que fomos cronometrados, mudamos para um modo que achávamos razoavelmente seguro para uma parada, mas ainda assim fomos registrados em 0,2 km/h acima do limite, resultando em uma penalidade de cinco segundos", disse Vowles.
Diante da falha no sistema de controle, a equipe decidiu que Sainz deveria dirigir manualmente durante a segunda parada. "Removemos o limitador de velocidade do pit lane e pedimos a Carlos para controlar a velocidade, mantendo-se entre 73 e 75 km/h, ou seja, 5 km/h abaixo do que poderia ser permitido", afirmou Vowles. Essa estratégia funcionou na entrada do box, mas ao sair, Sainz não conseguiu evitar ultrapassar o limite em alguns quilômetros por hora, resultando em mais uma penalidade relacionada ao limite de velocidade no pit lane.
Conclusão da Situação
Para a terceira parada, a equipe adotou uma abordagem mais conservadora, fazendo com que Sainz passasse pelo pit lane a uma velocidade de cerca de 70 a 72 km/h, garantindo que ficasse completamente abaixo do limite. Essa ação foi necessária devido à penalidade de passagem pelo pit lane. Vowles observou que todos esses problemas foram desencadeados pela primeira falha, e que a situação escalou rapidamente. Ele reconheceu que a equipe poderia ter atuado de maneira mais eficaz e que havia lições a serem aprendidas para eventos futuros.