Red Bull Powertrains-Ford
Christian Horner expressou seu orgulho ao observar os resultados significativos alcançados pela Red Bull Powertrains-Ford na Fórmula 1, mesmo após sua saída da equipe. O ex-chefe da Red Bull Racing destacou que o projeto, do qual foi um dos principais apoiadores, conseguiu superar as incertezas iniciais e atualmente é considerado uma referência entre os motores de combustão do grid.
Retorno ao Paddock
As declarações de Horner foram feitas durante seu retorno ao paddock da Fórmula 1 em Silverstone, um ano após deixar a liderança da equipe e transferir o cargo para Laurent Mekies. Enquanto a Red Bull enfrenta uma temporada desafiadora em termos de resultados, o ex-dirigente enxerga na unidade de potência um dos principais aspectos positivos do projeto atual.
Avaliação da FIA
De acordo com a avaliação da FIA, o motor de combustão do RB22 foi classificado como o melhor do grid, uma avaliação que surpreendeu parte do paddock, já que muitos esperavam que a Mercedes ocupasse essa posição no início da temporada. Para Horner, tal reconhecimento representa uma conquista significativa, considerando a magnitude do desafio enfrentado pela Red Bull Powertrains-Ford.
“Ser considerado o melhor motor de combustão da Fórmula 1 pode ser inconveniente para alguns, mas é uma enorme conquista. Há muitos outros que não conseguiram isso, mesmo trabalhando na área há 75 anos”, afirmou ao The Times.
Desenvolvimento do Projeto
Horner também recordou o início do projeto e enfatizou a rapidez com a qual a estrutura foi montada. Segundo ele, a fábrica foi construída em menos de um ano, com o primeiro motor pronto apenas 14 meses após o início das operações. A equipe cresceu para aproximadamente 650 funcionários, incluindo mais de 200 profissionais contratados da Mercedes HPP.
Importância das Parcerias
O ex-dirigente destacou ainda a relevância das parcerias com a Ford e a ExxonMobil para o desenvolvimento da unidade de potência. “Há cinco anos, aquilo era uma fábrica vazia. Existia apenas uma pessoa com alguma experiência na Cosworth. Em 55 semanas construímos uma fábrica, em 14 meses tínhamos um motor funcionando, contratamos 650 pessoas para o projeto e mais de 200 vieram da Mercedes Benz ou da HPP”, acrescentou.
Desafios e Dúvidas
Por fim, Horner revelou que enfrentou desconfiança desde o lançamento da iniciativa, tanto externamente quanto internamente à própria Red Bull. “Havia muitas pessoas duvidando, especialmente do lado de fora. Disseram que eu teria um Everest para escalar. Para ser sincero, também havia dúvidas internamente. Um dos meus maiores arrependimentos é não ter visto esse motor colocar um carro de Fórmula 1 na pista pela primeira vez”, completou.