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Hamilton expressa desconforto com os motores atuais da categoria.

por Lucas Andrade
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Hamilton expressa desconforto com os motores atuais da categoria.

Dúvidas sobre a Geração Atual de Carros

Lewis Hamilton voltou a manifestar incertezas em relação à atual geração de carros da Fórmula 1, mesmo após a realização de corridas emocionantes nas semanas recentes. O piloto da Ferrari expressou que ainda considera a experiência de pilotar os modelos atuais como ‘estranha’, especialmente em função do comportamento das unidades de potência durante as retas.

Disputas Recentes e Sensação ao Volante

O assunto ganhou destaque após as corridas nos GPs de Miami e Canadá, que apresentaram disputas acirradas na pista. Em Montreal, Kimi Antonelli e George Russell competiram pela liderança durante uma boa parte da corrida, enquanto Hamilton e Max Verstappen protagonizaram uma intensa batalha pela segunda posição.

Apesar de reconhecer a melhoria na qualidade das corridas, o heptacampeão afirmou que não se sente completamente à vontade com a maneira como os carros entregam desempenho. Segundo Hamilton, a perda de potência no meio das retas, quando a energia elétrica se esgota, gera uma sensação pouco natural ao volante.



Experiência de Pilotagem

“Definitivamente, isso não é algo natural, com certeza. Continua sendo uma sensação estranha. Você acelera, libera a energia, e então a potência desaparece no meio da reta, fazendo com que as rotações por minuto (RPM) comecem a cair. Não parece o que o automobilismo deveria ser”, declarou Hamilton.

O piloto da Ferrari fez uma comparação entre a experiência atual e os antigos motores V8 e V10, lembrando da entrega contínua de potência até as zonas de frenagem: “O motor deveria estar no limite até o fim da reta, puxando cada vez mais. Era assim na época dos V8 e dos V10”, afirmou ele.

Reconhecimento das Qualidades da Nova Filosofia

Mesmo com as críticas direcionadas, Hamilton reconheceu os méritos da nova filosofia adotada nos carros da Fórmula 1. O britânico ressaltou que o conceito atual permite que as corridas sejam mais próximas, com os pilotos conseguindo seguir e atacar seus rivais com maior facilidade: “O carro é fundamentalmente um projeto melhor, então podemos correr perto uns dos outros e acompanhar de perto. Essa é a melhor parte”, acrescentou.

Visão sobre o Uso do Simulador

Além de falar sobre os carros, Hamilton também compartilhou sua perspectiva sobre a utilização do simulador na Ferrari. O piloto revelou que suas duas melhores performances na temporada ocorreram sem a preparação virtual e enfatizou que construiu praticamente toda a sua carreira vitoriosa adotando uma abordagem mais tradicional.

“Se você observar minhas duas melhores corridas, eu não usei simulador. Honestamente, sempre foi assim. Em todas as temporadas anteriores, provavelmente com exceção de 2008, eu não utilizei simulador. Não é uma necessidade. É uma ferramenta poderosa, mas eu sou da velha escola. Talvez eu seja melhor sem isso”, concluiu o heptacampeão.

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