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FIA afirma que a falta de consenso entre os fabricantes impediu alterações nos motores de 2026.

por Lucas Andrade
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FIA afirma que a falta de consenso entre os fabricantes impediu alterações nos motores de 2026.

Problemas com os Motores da Fórmula 1 em 2026

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reconheceu que os problemas identificados com os motores da Fórmula 1 para a temporada de 2026 já eram esperados. No entanto, a entidade explicou que não foi possível modificar o regulamento antes da implementação das novas unidades de potência. De acordo com Nikolas Tombazis, que ocupa a posição de chefe de monopostos da FIA, as mudanças propostas estavam condicionadas à aprovação dos fabricantes, o que não ocorreu.

Críticas ao Regulamento Atual

Desde o início da atual temporada, tanto pilotos quanto fãs têm expressado críticas ao regulamento vigente, especialmente no que diz respeito à divisão de potência estabelecida em 50% para o motor a combustão e 50% para a energia elétrica. Essa configuração aumentou a relevância do gerenciamento da bateria durante as corridas. Como resultado, os veículos começaram a apresentar perda de velocidade nas retas quando a carga elétrica se esgotava, situação que gerou insatisfação ao longo do campeonato.

Resposta da FIA às Críticas

Tombazis rebateu as alegações de que a FIA não teria previsto os problemas enfrentados com os motores. Ele afirmou que a entidade estava ciente desse cenário, mas esbarrou nas regras de governança do regulamento técnico. “Qualquer mudança precisava ser aprovada por um número significativo de fabricantes de unidades de potência. Para as alterações que discutimos, precisávamos que pelo menos quatro deles concordassem. Simplesmente, quatro não concordaram durante os anos em que debatemos esses ajustes”, ressaltou.



Igualdade Entre os Fabricantes

O dirigente explicou que o sistema de governança foi criado para assegurar igualdade entre todos os fabricantes, incluindo aqueles que ainda não competiam na Fórmula 1 durante o desenvolvimento do regulamento. Tombazis citou a Audi como exemplo, destacando que seria injusto permitir que uma empresa fora do grid investisse significativamente mais do que as demais antes de sua entrada oficial na categoria.

“Eles não poderiam chegar e dizer: ‘Como ainda não estamos competindo, podemos gastar cinco vezes mais dinheiro’. Isso seria injusto”, afirmou Tombazis. Ele acrescentou que o acordo de governança impos a todos os fabricantes a necessidade de seguir as mesmas regras financeiras e operacionais, além de limitar o poder da FIA de promover mudanças de forma unilateral.

Ajustes e Planos Futuros

A FIA implementou ajustes a partir do Grande Prêmio de Miami, com o objetivo de mitigar alguns dos efeitos do que é conhecido como ‘superclipping’. Além disso, já existe um plano em andamento para modificar gradualmente a divisão de potência, visando estabelecer uma proporção de 60% para o motor a combustão e 40% para a parte elétrica até o ano de 2028. No entanto, Tombazis indicou que mudanças mais significativas permaneceram bloqueadas devido à falta de consenso entre os fabricantes envolvidos no processo decisório.

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