Filme de F1 de Brad Pitt chega à Apple TV
O filme de Fórmula 1 estrelado por Brad Pitt será disponibilizado na Apple TV no dia 12 de dezembro. Os fãs americanos terão a oportunidade de assistir a um filme que conseguiu realizar algo notável: fez a Fórmula 1 parecer um blockbuster mainstream nos Estados Unidos.
Sucesso da Fórmula 1 nos Estados Unidos
Antes mesmo da estreia do filme no streaming, a Fórmula 1 já tinha muito a relatar sobre seu sucesso nos Estados Unidos. Como já mencionado várias vezes neste site, a série da Netflix, Drive to Survive, preparou o terreno para que o país abraçasse o campeonato, que por muito tempo foi considerado um evento predominantemente europeu. Atualmente, os Estados Unidos “representam a maior participação de respondentes de qualquer país individual”, segundo a Pesquisa Global de Fãs da F1 de 2025, com 52 milhões de fãs.
A audiência disparou e as estatísticas nas redes sociais aumentaram consideravelmente à medida que um público mais jovem e conectado digitalmente começou a se interessar. A ESPN registrou um aumento de 135% na audiência ao longo de oito temporadas. Quando o filme foi lançado, com Pitt no papel principal e Lewis Hamilton entre os muitos talentos envolvidos por trás das câmeras, os fãs da F1 não puderam fazer outra coisa senão abraçar a produção.
Uma estreia em Nova Iorque para um esporte europeu
O momento público do filme nos Estados Unidos ocorreu com uma estreia em grande estilo no Radio City Music Hall, em Nova Iorque. Com tapetes vermelhos e até uma visita surpresa do ator Tom Cruise, a estreia contou com a máquina de marketing da Apple em plena operação para celebrar um campeonato global.
Enquanto as ruas da Grande Maçã eram preenchidas por carros, diretores de equipes e pilotos, os Estados Unidos se despertaram para um interesse que, poucos anos atrás, era considerado uma obsessão de nicho.
Sucesso nas bilheteiras
O sinal mais evidente da recepção calorosa dos Estados Unidos veio nas bilheteiras. O filme estreou com uma arrecadação de 57 milhões de dólares nos Estados Unidos e Canadá, superando as projeções e liderando as bilheteiras domésticas em seu primeiro final de semana. Ao final de sua exibição nos cinemas, F1 arrecadou cerca de 189,5 milhões de dólares nos Estados Unidos e Canadá, totalizando 631 milhões de dólares mundialmente. O filme se tornou a produção de corrida mais lucrativa já realizada e a parte mais bem-sucedida da filmografia de Pitt.
Em um país onde a Fórmula 1 é ofuscada por esportes como NFL, NBA, MLB e até mesmo NASCAR, esses números foram uma surpresa. No entanto, isso prova que, com talentos de alto nível, acesso ao mundo real e visuais de tirar o fôlego, o público dos Estados Unidos está mais do que disposto a comprar um ingresso.
Opinião do público americano
O filme F1 recebeu críticas mistas. Alguns veículos de comunicação o elogiaram, enquanto outros acreditaram que a narrativa humana não correspondia à emoção das corridas. Contudo, o público – aqueles que realmente buscaram ingressos e pagaram para assistir – teve uma resposta amplamente positiva.
No Rotten Tomatoes, o filme possui uma pontuação de 97% entre o público.
Impacto do filme na Fórmula 1 nos Estados Unidos
Há cada vez mais evidências de que o filme fez mais do que apenas vender pipoca. Ele atraiu milhões de pessoas para o campeonato que simplesmente não eram fãs antes, aumentando o interesse nas corridas e na cobertura televisiva. Vários circuitos registraram vendas de ingressos recordes neste ano, e a popularidade das corridas nos Estados Unidos nunca esteve tão alta.
O timing é favorável. Em outubro, a Apple conquistou os direitos de mídia nos Estados Unidos para a Fórmula 1 com um contrato de cinco anos que começará em 2026. Isso permitirá que a empresa de tecnologia transmita ao vivo os grandes prêmios, as qualificações e outras sessões para o mercado americano.
Para os espectadores americanos, isso significa que a mesma plataforma que hospeda o filme também será a casa do campeonato. E isso ocorre justo a tempo para os americanos torcerem pela nova equipe do grid, a Cadillac.
Todos esses fatores estão se alinhando para a Fórmula 1 nos Estados Unidos.