Audi defende estabilidade no regulamento da Fórmula 1
A Audi reafirmou sua posição em favor da estabilidade nas normas que regem a Fórmula 1, especialmente em meio às discussões sobre uma possível mudança na divisão das unidades de potência, que poderia ser alterada para 60/40 a partir da próxima temporada. O posicionamento da montadora alemã pode complicar os planos de Max Verstappen, que vê essa alteração como crucial para sua continuidade na categoria.
Divergências entre os fabricantes
Embora exista um acordo inicial entre as equipes para manter a divisão atual de 50/50, nem todos os fabricantes apoiam as propostas em discussão. A Audi e a Ferrari estão entre aqueles que expressaram preocupações sobre a adoção do modelo 60/40. Além disso, a Cadillac, que é cliente da Ferrari, também compartilha dessas inquietações. Para que qualquer mudança seja aprovada, é necessário o apoio de quatro dos cinco fabricantes de motores, o que torna a aprovação do novo modelo de divisão menos provável, caso Audi e Ferrari se oponham.
Declarações do CEO da Audi
Em entrevista sobre o tema, o CEO da Audi, Gernot Dollner, enfatizou que a prioridade da empresa é a manutenção da estabilidade regulatória. Ele afirmou: “Nossa perspectiva é realmente ter estabilidade nesse sentido. Essa é nossa visão clara ao entrarmos [no esporte]. Essa é uma razão, e a outra é que precisamos ser eficientes em termos de custos.”
Dollner também comentou sobre a satisfação da fabricante em relação à estabilidade atual, considerando o estágio de desenvolvimento de seu projeto. Ele observou: “Nossa trajetória de inovação é talvez um pouco mais íngreme porque começamos de um patamar mais baixo e, nessa trajetória, estamos satisfeitos com a estabilidade.”
Expectativas para o futuro
Apesar da posição firme da Audi em relação à divisão das unidades de potência, Dollner acredita que os fabricantes conseguirão chegar a um entendimento. Ele afirmou: “O processo está em andamento e está em boas mãos. Fazemos parte desse processo junto com os outros fabricantes de motores, e acredito que em 2027 haverá uma boa solução em vigor.”