Análise de Kevin Harvick sobre o Cookout Clash
Desempenho e descontentamento na corrida
Kevin Harvick expressou sua opinião sobre a corrida Cookout Clash, realizada na quarta-feira, descrevendo-a como um evento desorganizado. Segundo Harvick, a confusão não foi causada pelas condições climáticas adversas ou pelos pneus utilizados em função do mau tempo, mas sim pela forma como os pilotos reagem quando são pressionados durante a competição.
As declarações foram feitas durante um episódio recente de seu programa no YouTube, "Happy Hour", em resposta a uma pergunta da co-apresentadora Kaitlyn Vincie sobre as dificuldades de arbitragem enfrentadas naquela noite.
Problemas de arbitragem e decisões em pista
Harvick reconheceu que houve momentos em que a arbitragem poderia ter sido mais eficiente. Ele destacou que o evento é único, pois as voltas sob bandeira amarela não são contabilizadas e que houve chuva e granizo na segunda metade da corrida. "Quando as coisas começaram a acontecer e o evento se transformou em uma corrida sob condições de tempo úmido, eu gostaria que não fôssemos tão hesitantes — especialmente no Clash", afirmou Harvick.
O piloto mencionou que a NASCAR ainda demonstra certa hesitação ao colocar os pilotos em pneus para chuva. Ele compartilhou sua experiência ao dirigir com esses pneus, afirmando que, embora os limpadores de para-brisa estivessem disponíveis, ele não os utilizou, pois não funcionavam efetivamente. "Eu preferiria apenas ter o Rain-X aplicado no vidro. É uma decisão difícil, mas estamos no negócio da chuva ou não. Se vamos ter pneus para chuva e começa a chover, e não há água acumulada, e realmente não havia, não estamos indo muito rápido", disse Harvick.
Tempo perdido e transmissão
Harvick expressou descontentamento com o tempo perdido aguardando a secagem da pista e a decisão da NASCAR sobre o uso de pneus para chuva. "Se você tem os pneus de chuva nos boxes, dê-lhes cinco minutos, coloque os pneus e mande-os para a pista", sugeriu ele, mencionando que outros pilotos, como Kyle Larson e Chase Elliott, também pediam para continuar a corrida.
“Levou 15, 20, 30 minutos. Não sei quanto tempo exatamente, mas nos tirou do ar, fora da nossa janela de transmissão, e nos empurrou para a FS2. Eu sei que estamos preocupados com a segurança dos competidores. Mas realmente não havia muito com o que se preocupar. Também havia o spray, que nunca foi um problema porque estávamos indo tão devagar”, acrescentou.
Causas das bandeiras amarelas
Em relação ao grande número de bandeiras amarelas, Harvick atribuiu a responsabilidade exclusivamente aos pilotos. Ele recordou que já havia vivenciado uma dinâmica semelhante na corrida Clash de 2023, em condições secas no Coliseu Memorial de Los Angeles.
"Com os reinícios em fileira dupla, eu gostaria que pudéssemos esticá-los um pouco mais", afirmou Harvick. "A única vez que eles aprendem como lidar com os pneus para chuva é durante a corrida. Eles não sabem até onde podem ir nas curvas. Não sabem onde devem correr na pista. A pista do meio estava como gelo com a borracha, escorregando e fazendo os pneus patinarem."
Comparação com a corrida em Los Angeles
Harvick comparou a situação vivida durante o Clash a uma "bagunça". Ele se lembrou de quando se sentiu cansado de ser atropelado e começou a "atropelar" outros pilotos. "E isso se transformou nisso. Os pilotos perderam a cabeça e começaram a atropelar uns aos outros porque estavam constantemente sendo empurrados, e a maneira de ultrapassar era deslizar para a porta do cara ao lado. E quando está molhado assim, se torna uma questão de finesse ou uma corrida estilo Bowman Gray sob a chuva", disse.
Ele concluiu afirmando que não havia nada de errado com a pista ou com os pneus, mas sim o fato de que todos estavam cansados de serem empurrados e acabaram se comportando como "bulldozers".