Desempenho de Fernando Alonso no Grande Prêmio da Hungria
Fernando Alonso considera que a classificação para o Grande Prêmio da Hungria foi um impulso “importante” para a equipe Aston Martin na Fórmula 1, após sua primeira aparição na Q2 durante as classificações da campanha de 2026. O bicampeão, Alonso, obteve a 16ª posição no Hungaroring, encerrando a sequência de cinco sessões consecutivas em que a Aston Martin ocupou a última fila, com uma desvantagem de cerca de dois segundos em relação aos líderes.
Atualizações significativas para a equipe
A etapa em Budapeste, que corresponde à 11ª corrida do campeonato, marcou a primeira grande atualização do ano para a equipe baseada em Silverstone. Essa atualização alterou radicalmente o chassi do AMR26, com uma atualização do motor prevista para a próxima corrida em Zandvoort. Segundo Alonso, essa mudança foi crucial para a moral da equipe, que enfrentou um período desafiador em ambas as fábricas.
“Foi importante”, afirmou Alonso. “Definitivamente, foi importante para todos na equipe, pois tem sido um período difícil em ambas as fábricas. Tendo a desvantagem que tivemos em termos de desempenho na primeira metade do ano, e este pacote, obviamente, não mudou muitas posições, mas mudou muito o impulso de todos na fábrica.
“Não estamos mais atrás de algo que não sabemos. Sabemos exatamente o que estamos procurando e temos metas claras para o próximo pacote e também para o próximo ano. Então, isso, eu acho que é a maior mudança deste fim de semana”, completou.
Avaliação positiva do desempenho
Um dos pontos positivos destacados por Alonso é que ele conseguiu completar um fim de semana sem problemas até o momento, conseguindo se classificar à frente das equipes Haas, Williams e Cadillac por pelo menos um décimo de segundo. “Quando você traz um carro novo, sempre acredita que é importante ter a correlação correta e que você entrega o que espera entregar”, acrescentou o piloto de 44 anos.
“Mesmo que seja o que esperávamos, acho que foi importante tê-lo e não ter uma surpresa desagradável. A forma como o carro se comporta, nós simplesmente ganhamos carga e aderência geral nas curvas. Talvez seja um pouco mais consistente de dirigir, então, curva a curva, uma entrada encontra a saída da curva, o carro é um pouco mais indulgente, tornando-o mais fácil de dirigir. O carro anterior que tínhamos, era mais difícil de controlar”, comentou.
Desafios enfrentados por Lance Stroll
Entretanto, o fim de semana não foi tão favorável para Lance Stroll, companheiro de equipe de Alonso. Na sexta-feira, Stroll perdeu o controle do carro na curva 2 durante o primeiro treino, devido a uma falha na suspensão traseira, o que o levou a não participar da segunda sessão de treinos. No sábado, ele se classificou na 20ª posição, à frente de ambos os carros da Cadillac. Apesar de reconhecer os avanços da Aston Martin, Stroll expressou frustração em relação às fraquezas atuais da equipe.
“Melhor, com certeza”, afirmou o canadense. “Acho que estamos perdendo muito em termos de potência do motor. Sim, precisamos encontrar mais potência. Estamos definitivamente muito melhores em termos de nível de aderência, então apenas precisamos encontrar mais potência. O carro não virou na curva 12. Eu verifiquei. Acho que tivemos um vento de cauda de 10 km/h e ele simplesmente foi reto para a grama. Então, é irritante, porque acho que poderíamos ter chegado à Q2 hoje”, concluiu Stroll.
Conclusões sobre o desempenho da Aston Martin
A Aston Martin, após enfrentar uma fase de dificuldades, foi capaz de mostrar um avanço significativo em seu desempenho, conforme evidenciado nas declarações de Alonso e Stroll. A equipe agora tem uma direção clara para o futuro, com o foco em melhorar ainda mais o desempenho do carro e potencializar a potência do motor nas próximas corridas, especialmente com as atualizações programadas para o próximo evento em Zandvoort.