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O que a Mercedes ‘temia’ da Ferrari se concretizou nos treinos do GP da Hungria de F1.

por Lucas Andrade
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O que a Mercedes 'temia' da Ferrari se concretizou nos treinos do GP da Hungria de F1.

Desempenho da Ferrari no Grande Prêmio da Hungria

Apesar de os pilotos da Ferrari tentarem minimizar as expectativas antes do Grande Prêmio da Hungria, o carro SF-26 demonstrou sua superioridade nas curvas mais lentas durante o primeiro dia de atividades na pista da Fórmula 1. Charles Leclerc foi o mais rápido na primeira sessão de treinos livres (Q1), enquanto seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, liderou Leclerc em uma dobradinha da Ferrari na segunda sessão (Q2).

Desafios Enfrentados pelos Pilotos da Mercedes

Em contraposição, ambos os pilotos da Mercedes relataram problemas de equilíbrio que afetaram a confiança e uma falta geral de aderência. Outros competidores também se queixaram de irregularidades na pista e de sua baixa qualidade, mesmo com algumas partes do circuito tendo sido recentemente recapeadas.

George Russell comentou sobre as dificuldades encontradas durante o dia. "Foi um dia bastante estranho para todos", disse ele após os treinos. "Budapeste é uma pista incrível para pilotar, mas eles recapeou metade do traçado, que está super irregular. Muitas partes estão se desgastando nas últimas curvas, o que torna a condução bastante estranha."



Russell observou ainda que o desempenho em uma volta rápida não foi satisfatório, mas que o ritmo em longas distâncias parecia mais competitivo. "Mas o que temíamos em relação à Ferrari pareceu se concretizar", acrescentou.

Características do SF-26 e Desempenho em Pistas

O SF-26 da Ferrari ganhou a reputação de ser rápido em curvas lentas e de média velocidade no início da temporada, a ponto de ser considerado o grande favorito para vencer o Grande Prêmio de Mônaco. Entretanto, isso não se concretizou, já que Hamilton saiu vitorioso em Barcelona e Leclerc em Silverstone, pistas que são consideradas menos favoráveis ao pacote técnico da Scuderia.

Tradicionalmente, o Hungaroring é uma pista difícil de interpretar, uma vez que seu uso é menos frequente em comparação a outros circuitos do calendário da F1. Isso resulta em uma superfície que tende a estar empoeirada e ‘verde’ no início do fim de semana, evoluindo rapidamente durante as sessões de prática. Esse fator, juntamente com a irregularidade da pista, acrescenta desafios na gestão dos carros da última geração, já que deslizes e inconsistências de volta para volta costumam ser penalizados pelo software de controle da unidade de potência.

Desafios de Ajuste e Desempenho da Mercedes

A irregularidade da pista é um conceito relativo na Fórmula 1, uma vez que todos os circuitos devem atender a certos padrões para obter o status de Grade Um da FIA. No entanto, mesmo pequenas inconsistências na superfície podem ser sentidas em carros com uma viagem de suspensão relativamente curta.

O ajuste do carro no Hungaroring exige um equilíbrio delicado, pois sua configuração, com várias curvas que requerem alta tração na saída, torna o eixo traseiro um fator limitante. Ajustar o subesterço para proteger os pneus traseiros tem um impacto negativo nas velocidades de entrada.

Na Q2, o tempo mais rápido de Russell foi 0,933 segundos mais lento do que a referência estabelecida por Hamilton. Antonelli ficou a 1,964 segundos, na 13ª posição geral, mas não conseguiu registrar uma volta representativa: teve que abortar sua primeira tentativa devido ao sinal vermelho provocado pelo acidente de Franco Colapinto e, em seguida, um bloqueio comprometeu sua segunda tentativa.

A Mercedes reiterou que não estava fora da disputa pela pole position. "Temos sido competitivos em todos os tipos de circuitos este ano", afirmou o diretor adjunto da equipe, Bradley Lord. "Eu sei que há uma narrativa de que certos circuitos nos favorecem e outros favorecem eles, mas temos visto que outras equipes oscilam um número razoável. Mas acho que temos sido bastante consistentes, lutando lá na frente e capazes de competir pela pole em cada corrida. Portanto, esse deve ser nosso objetivo para amanhã também."

Considerações Finais

O desempenho da Ferrari durante o Grande Prêmio da Hungria destaca a competitividade da equipe, enquanto a Mercedes busca ajustar seus desafios para se manter na luta por posições de destaque. A evolução da pista e as condições de aderência continuarão a ser fatores críticos nas próximas sessões de treino e na corrida.

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