Mercedes encerra contestação sobre resultado do GP de Mônaco
A equipe Mercedes decidiu encerrar sua contestação em relação ao resultado do Grande Prêmio de Mônaco, que faz parte do calendário da Fórmula 1. A escuderia retirou oficialmente o pedido de ‘Direito de Revisão’ que havia sido apresentado à Federação Internacional de Automobilismo (FIA), encerrando assim uma das disputas mais inusitadas da temporada de 2026.
Revisão da corrida e polémica
A decisão de retirar a contestação foi tomada após semanas de questionamentos acerca da decisão que restaurou o terceiro lugar do piloto Pierre Gasly, da equipe Alpine, na corrida realizada no Principado. Gasly recuperou sua posição após os comissários reconhecerem que houve um erro nos cálculos de cronometragem do pit lane, o que resultou na aplicação incorreta de punições por excesso de velocidade.
Essa decisão gerou um descontentamento significativo entre diversas equipes participantes da competição. As escuderias Mercedes, McLaren e Red Bull Racing expressaram sua insatisfação, alegando que houve uma inconsistência na aplicação das penalidades. Outros pilotos também foram penalizados pela mesma infração durante o fim de semana da corrida, mas não tiveram suas punições revertidas e, consequentemente, não puderam recuperar posições ou pontos que haviam perdido.
Impacto na equipe Mercedes
O caso teve um impacto direto no desempenho do piloto George Russell, da Mercedes. Inicialmente, Russell recebeu uma penalidade de cinco segundos por ter excedido o limite de velocidade no pit lane. Contudo, como essa sanção não foi cumprida de maneira correta, ele acabou recebendo uma punição adicional de drive-through, o que comprometeu seu resultado final e o afastou da zona de pontuação.
Críticas e busca por explicações
Após a decisão que favoreceu a Alpine, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, manifestou críticas a respeito da situação e defendeu que a equipe merecia uma explicação clara sobre os critérios utilizados pelos comissários. Segundo Wolff, era imprescindível entender por que as penalidades aplicadas a um piloto poderiam ser anuladas, enquanto outros continuavam a sofrer as consequências do mesmo erro de cronometragem. Ele chegou a mencionar que consultou advogados para analisar as opções disponíveis para a equipe.
Pedido de ‘Direito de Revisão’
Diante desse contexto, a Mercedes formalizou um pedido de ‘Direito de Revisão’, argumentando que as informações apresentadas no processo que beneficiou Gasly representavam novos elementos relevantes. A intenção da equipe era reavaliar o caso de Russell com base nesse novo material apresentado.
No entanto, após uma análise interna adicional, a equipe alemã decidiu não prosseguir com a iniciativa de revisão. Em um comunicado oficial, a FIA confirmou a retirada do pedido: “Os comissários da FIA foram informados pela Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team que a equipe está retirando a petição de revisão, referente às decisões dos comissários do GP de Mônaco de 2026, relacionadas ao carro 63”.
Consequências da desistência
Com a retirada do pedido de revisão, a classificação da corrida permanece inalterada. George Russell não irá recuperar os pontos que acreditava ter perdido, enquanto Pierre Gasly mantém o terceiro lugar conquistado após a revisão. A FIA evita, assim, uma disputa que poderia se transformar em uma complexa batalha esportiva e jurídica sobre a aplicação das penalidades na Fórmula 1.