Pedro Acosta destaca a importância das batalhas na MotoGP
Pedro Acosta afirma que a MotoGP "precisa" de batalhas como a que teve com Marc Marquez durante o Grande Prêmio da Itália.
A batalha em Mugello
Acosta e Marquez disputaram a quarta posição nas primeiras três partes da corrida de 23 voltas em Mugello, embora tenham sido superados no final por Ai Ogura e Fabio Di Giannantonio. Marquez conseguiu utilizar a potência da Ducati na reta principal para manter a posição em relação ao seu compatriota, enquanto Acosta se mostrou mais ágil na entrada das curvas. Essa dinâmica gerou uma batalha fascinante, pois, apesar de Acosta parecer mais rápido, Marquez conseguia se manter próximo o suficiente para reagir na reta sempre que Acosta o ultrapassava, pelo menos até que sua condição física começou a se ressentir nas voltas finais.
A necessidade de mais batalhas
Acosta acredita que essa batalha é exatamente o que a MotoGP precisa, especialmente em contraste com a corrida na frente, onde Marco Bezzecchi e Francesco Bagnaia se ultrapassaram duas vezes antes de Bagnaia diminuir o ritmo na parte final da corrida.
“Espero que os fãs tenham gostado de assistir pela TV,” comentou Pedro Acosta sobre sua disputa com Marquez. “Acho que o campeonato precisa de mais corridas como essa para criar a emoção.”
Reflexões sobre a experiência
Acosta continuou: “Foi bom estar lá dentro. Foi bastante agradável. Boas ultrapassagens, uma batalha realmente boa com o Marc [Marquez]. Tive a oportunidade de passar muito tempo atrás dele e observar como ele gerencia o ritmo com toda a experiência que possui, sabendo que seria uma corrida difícil. Estou satisfeito com isso.”
Acosta também destacou: “É sempre bom competir com o Marc. No final, tentei ultrapassá-lo uma vez, ele me passou de volta, e então passei algumas voltas atrás dele, apenas tentando entender o que ele estava fazendo.” Ele mencionou que já sabia que, mais cedo ou mais tarde, os pilotos que estavam atrás dele acabariam o alcançando, o que é uma situação comum em cada corrida.
Aprendizados durante a corrida
Acosta estava focado em entender o que Marquez fazia de diferente. Ele observou que nas curvas oito e nove em Mugello, é muito mais fácil contorná-las quando se está atrás de alguém. “Foi interessante seguir o Marc e ver o que ele estava fazendo,” disse Acosta.
Desafios de desempenho
Acosta parecia estar perdendo em retas em comparação com Marquez e sua Ducati. Após as corridas nas Américas, Acosta acreditava que a KTM havia melhorado nesse aspecto, mas, com o retorno à Europa, a falta de desempenho em linha reta retornou a um nível mais próximo do que foi observado na Tailândia.
“Hoje sabemos mais ou menos que íamos sentir falta de velocidade máxima,” afirmou Acosta. “É verdade que agora é hora de verificar os dados com a equipe e tentar entender por que, novamente — após o Brasil e a América, onde parecia um pouco melhor — estamos lutando novamente.”
Resultados e perspectivas
Acosta foi o único piloto da KTM a chegar ao top-10 durante a corrida, um resultado que se destacou após ele ter sido superado por Enea Bastianini na sexta-feira. Bastianini acabou caindo em ambas as corridas, mas já estava atrás de Acosta quando caiu.
A reviravolta em seu desempenho durante o fim de semana, passando de fora do top-10 na sexta-feira para estar na disputa pela quarta posição durante a maior parte da corrida, trouxe satisfação a Acosta, embora ele ainda estivesse insatisfeito com o nível de desempenho.
“A recuperação foi boa, mas o desempenho ainda é bastante pobre,” afirmou. “Precisamos continuar e tentar entender com a equipe por que estávamos lutando tanto neste fim de semana. É verdade que parece que fomos os únicos a melhorar neste fim de semana em comparação com as outras KTMs. Por isso, precisamos seguir em frente.”